Dívida por Otero faz chilenos cobrarem quase R$ 25 milhões do Atlético-MG

Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

  • Pedro Vale/AGIF

    Otero comemora gol do Atlético-MG sobre o Cruzeiro; jogador está no Al Wehda

    Otero comemora gol do Atlético-MG sobre o Cruzeiro; jogador está no Al Wehda

O Huachipato, do Chile, ainda se queixa da dívida do Atlético-MG por Rómulo Otero. Os chilenos alegam que o Galo deve a eles quase R$ 25 milhões. O valor é referente à compra do venezuelano em abril de 2017, ao empréstimo e à consequente venda ao Al Wehda, da Arábia Saudita. A informação foi divulgada pelo jornal Hoje em Dia e confirmada pelo UOL Esporte.

Há dois processos abertos. O primeiro é referente à dívida pela aquisição do meia-atacante. Os chilenos cobram 600 mil euros (R$ 2,6 milhões). Os mineiros já perderam esta ação na Fifa e, hoje, ela está no TAS (Tribunal Arbitral do Esporte). O segundo ainda corre na Fifa e é referente ao empréstimo de Otero para o Al Wehda. O Galo recebeu 5 milhões de euros (R$ 22 milhões) pelo repasse do jogadores aos árabes. O Huachipato alega que teria direito a metade deste valor por ser dono de 50% dos direitos econômicos do atleta.

Marcelo Pesce, presidente da equipe do Chile, é quem faz a cobrança. Ele aguarda também o recebimento do montante pela venda do jogador. Como detinha 50% dos direitos econômicos de Otero, o Huachipato receberá 2,5 milhões de euros (R$ 11 milhões).

"Não recebemos nada, nem o que nos devem da compra inicial, nem nada do empréstimo, nem da compra do Al Wehda. Eles nos devem mais de 5 milhões de euros, quase 6", afirmou.

O Atlético contesta o débito referente ao empréstimo do jogador e alega que só deveria pagar algo em caso de venda. Por outro lado, o clube deve receber 50% do montante da ida de Otero ao Al Wehda em 31 de dezembro, conforme adiantado pela reportagem. O restante será pago em março. As parcelas serão idênticas, ambas de 2,5 milhões de euros (R$ 11 milhões).

A dívida, de acordo com os chilenos, chega a 5,6 milhões de euros (R$ 24,6 milhões). Os mineiros, entretanto, alegam que o débito é de 600 mil euros (R$ 2,6 milhões). No entanto, reconhecem que há a necessidade de repassar 50% do que receberão na transferência para o Huachipato.

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