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Diretor do Corinthians mantém versão de R$ 30 mi do BMG: "Já até recebemos"

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Imagem: Divulgação

Arthur Sandes

Do UOL, em São Paulo

25/01/2019 10h21

Uma ata de reunião do banco BMG deixou o torcedor do Corinthians com a pulga atrás da orelha na manhã desta sexta-feira (25). Um documento no site do patrocinador fala em R$ 12 milhões anuais para estampar a camisa alvinegra, valor muito abaixo dos R$ 30 milhões que foram citados no anúncio da parceria, nesta semana.

O documento foi divulgado pelo site Máquina do Esporte. O Corinthians diz desconhecer tal ata e mantém sua versão original. "O valor médio calculado da parceria é de R$ 42 milhões, e nós já recebemos R$ 30 milhões", afirma o diretor financeiro do clube, Matías Romano Ávila. "São R$ 24 milhões de patrocínio, e R$ 6 milhões de luvas. Se não acontecer nada este ano, se não abrir uma única conta no aplicativo, ainda assim nós lucramos R$ 30 milhões. No ano que vem, a mesma coisa", diz.

O acordo com o BMG prevê um valor fixo de patrocínio - uma espécie de "piso" de pagamento - somado a participações sobre os lucros do aplicativo "Meu Corinthians BMG", a ser lançado em breve. Nesta plataforma online, o banco pretende disponibilizar produtos e serviços exclusivos para os corintianos, como poupança, investimentos, empréstimos e cartões de crédito. A cada três meses estão previstas auditorias para calcular os lucros destes produtos, dos quais 50% será repassado ao Corinthians. É sobre este aditivo que Matías Ávila calcula os possíveis R$ 42 milhões.

O diretor financeiro do Corinthians afirma não ter conhecimento da ata do BMG. "Não vi, não sei; mas nós já até recebemos os R$ 30 milhões. Estes 12 [milhões de reais] podem ser o mínimo da participação dos lucros, não sei", arrisca Matías Ávila.

Desde o anúncio do patrocínio, o clube fala em R$ 30 milhões de "adiantamento" por parte do banco, o que segundo o diretor de marketing do Corinthians, Luis Paulo Rosenberg, seria uma prova "da crença do banco de que a parceria dará certo" (assista no vídeo abaixo). O valor foi repetido pelo clube na entrevista coletiva que deu detalhes sobre o acordo, na última terça-feira (22).

O BMG já estampa o espaço principal do uniforme alvinegro, que ainda conta com a Universidade Brasil (ombros), Konami (barra frontal), Positivo (costas), Joli (barra das costas) e Poty (calções). O valor previsto em orçamento para arrecadação com anúncios do tipo é de R$ 42,4 milhões.

Procurado pela reportagem, o banco BMG não retornou até a publicação. O Corinthians promete se posicionar em comunicado oficial ainda nesta sexta-feira. 

Ata sai do ar após repercussão

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Ata da reunião do BMG mostra patrocínio de R$ 12 milhões ao Corinthians Imagem: Reprodução
Datado do último dia 15, o documento foi publicado na área de "governança corporativa" do site do BMG e delibera que, na contratação do patrocínio à camisa do Corinthians, "deverão ser observadas as seguintes condições comerciais: taxa mínima de patrocínio no valor de R$ 12 milhões por ano", além da "taxa variável de patrocínio equivalente a 50% do resultado financeiro líquido auferido pelo Banco BMG com a contratação de referidos produtos". Este valor adicional será compartilhado com a torcida, promete o Corinthians.

A reunião do Conselho de Administração do banco serviu para autorizar a diretoria a negociar com o Corinthians nestes termos, com estes valores. Após a repercussão do caso, o documento saiu do ar. A confirmar-se os R$ 12 milhões fixos, o valor do espaço principal da camisa alvinegra estaria reduzido a 40% do divulgado originalmente. Para efeito de comparação, a última patrocinadora, Caixa, pagava R$ 30 milhões anuais até abril de 2017.

Relembre o anúncio do acordo entre Corinthians e BMG

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