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Luxa repete clichês e exalta de Youtube a cachaça em chegada ao Vasco

Bruno Braz / UOL
Vanderlei Luxemburgo e Alexandre Campello em coletiva de apresentação do treinador Imagem: Bruno Braz / UOL

Bruno Braz

Do UOL, no Rio de Janeiro

2019-05-08T20:03:59

08/05/2019 20h03

Vanderlei Luxemburgo se apresentou como treinador do Vasco falando em "reciclagem" durante o período em que ficou sem trabalhar. Porém, para quem sentia saudade do bom e velho Luxa, alguns de seus clichês e tiradas, felizmente, seguem intactos.

Abaixo, o UOL Esporte destacou alguns destes momentos na entrevista coletiva que concedeu hoje (8) em um hotel na Zona Oeste do Rio de Janeiro:

'Zona da confusão'

Um dos termos que Luxemburgo emplacou ao longo dos anos e que foi citado algumas vezes na coletiva de hoje no Cruzmaltino foi a chamada "zona da confusão", quando quer se referir à zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Na projeção ao Vasco, que está na lanterna atualmente, preferiu ir por partes:

"Uma coisa que conversei com o Campello e que é um projeto do Vasco, não pertence a mim: vamos trabalhar primeiro para sair dessa zona da confusão. O elenco é esse e temos condições de sair. Quando sair, vamos começar a olhar para cima, para o segundo andar, para o terceiro... E aí vai depender de como as coisas vão caminhar. De repente vamos ter feito o máximo e ficaremos no meio da tabela, e aí o que acontece? A discussão do trabalho para o ano que vem".

"Apontado para o céu"

Um dos clichês mais conhecidos e polêmicos de Luxemburgo, e que também esteve presente, foi o que ele utiliza para se dizer motivado com o trabalho e que insinua uma ereção masculina. Questionado sobre o que mudou aos 66 anos e com a experiência conquistada, emendou:

"É... mas continua apontado para o céu (risos). Me desculpem, mas são coisas que faço para descontrair (risos). Sem dúvidas, estou mais experiente".

"Head coach"

Em certo período da carreira, Luxa declarou querer ser um "head coach" nos clubes que trabalhasse. Uma espécie de função com poderes acima de um simples treinador. Em sua apresentação no Vasco, porém, o comandante avaliou que no futebol atual não se faz mais necessário, embora ainda se enxergue dessa maneira.

"Eu sempre fui rotulado como o cara que queria ser o 'mandão' do futebol. Eu queria que houvesse um crescimento com profissionais. Uma comissão técnica multidisciplinar nos clubes, e hoje se tem isso. Hoje você só precisa levar seu auxiliar e seu preparador físico porque toda a estrutura do clube já está montada, com diretor-executivo, analista de desempenho, fisiologista... No meu conceito, continuo sendo um head coach. Quando se fala isso, não é que você vai mandar em tudo. Você só quer ser informado. No fim, é você que decide. O Telê Santana era um head coach, por exemplo".

Vida de youtuber e de dono de emissora de TV

A entrevista coletiva de Luxemburgo também teve espaço para que ele falasse sobre projetos fora do futebol. No período sem comandar equipes, por exemplo, o treinador lançou um canal no Youtube e adorou.

"Eu não gosto da palavra desafio. Quando faço palestra, não falo a palavra desafio. Eu achei legal, gostei. Achei divertido", disse.

Complementando o assunto, o treinador informou ter comprado uma emissora afiliada da TV Record no Tocantins:

"Acho que é uma situação que eu posso desenvolver. Se falarem que eu não vou mais ser técnico, vou ativar o canal. Vou fazer um canal profissional. Aliás, eu adquiri uma emissora de televisão no Tocantins. Eu comprei, porque acho que é uma coisa legal".

Lançamento de cachaça personalizada

Luxemburgo não é somente treinador, youtuber e dono de emissora de TV. Ele também possui uma cachaçaria. A fábrica, inclusive, elaborou uma personalizada do treinador.

Envelhecida em barril de whisky por quatro anos, ela se chamará "1952" (ano em que nasceu) e terá exatamente o mesmo número de exemplares, saindo ao preço de R$ 380 cada através de venda online.

O lançamento acontecerá nesta sexta-feira (10) e, por conta disso, ele não comandará o Vasco no domingo (12), quando a equipe enfrenta o Santos, no Pacaembu (SP).

Questionado por um repórter se concederia uma prova, ele emendou com bom humor:

"Não vai ter prova. É só venda. Sai a R$ 380 (risos)".