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Santistas adotam "Sampaolismo" como 'religião'; atletas definem mandamentos

Os seis mandamentos do Sampaolismo - Arte/UOL
Os seis mandamentos do Sampaolismo Imagem: Arte/UOL

Eder Traskini

Colaboração para o UOL, em Santos

05/06/2019 12h00

Desde o início do ano, diante do sucesso do técnico Jorge Sampaoli no comando do Santos, os torcedores do Peixe criaram o termo "Sampaolismo" para definir a forma de jogar do argentino e tratam o estilo como uma "religião".

O casamento entre o jeito Sampaoli de jogar e o DNA ofensivo do Santos foi perfeito. Depois de criticar os técnicos da última temporada, sobretudo Jair Ventura, por não ver um time ofensivo em campo, os santistas se apaixonaram pelo argentino de uma forma tão intensa que nem mesmo as goleadas sofridas para Ituano e Botafogo foram capazes de abalar a relação.

Diante disso, o UOL Esporte procurou atletas do Santos para tentar explicar o que de fato seria o "Sampaolismo" e, já que é tratado como uma religião, quais seriam os principais mandamentos da crença de Sampaoli. A reportagem ouviu o zagueiro Felipe Aguilar, os meias Diego Pituca, Jean Mota e Carlos Sánchez, e o atacante Kaio Jorge e chegou aos seis mandamentos da religião:

1º Mandamento do Sampaolismo: Amor pelo balón

Ivan Storti/Santos FC
Imagem: Ivan Storti/Santos FC

O Santos de Sampaoli adora ficar com a bola. Ainda que longe do estilo tiki-taka de Pep Guardiola, o Peixe vence a batalha da posse na maioria de seus jogos. O difundido "amor pelo balón" foi uma das primeiras coisas que Sampaoli pediu aos jogadores. Para o argentino, o time deve atacar e também defender com a bola, afinal, enquanto tiver ela nos pés não pode sofrer pressão adversária.

2º Mandamento do Sampaolismo: Perde-pressiona

Ivan Storti/Santos FC
Imagem: Ivan Storti/Santos FC

Ao melhor estilo do Liverpool de Jürgen Klopp, Sampaoli pede para que seus jogadores pressionem os adversário desde o instante seguinte ao que perde a posse da bola. O intuito é recuperar a bola logo depois de perdê-la e voltar a atacar o rival. É comum ver o Peixe subindo as linhas de marcação e pressionando a saída de jogo adversária. O perde-pressiona foi treinado à exaustão durante a pré-temporada e vem sempre sendo aprimorado nas atividades comandadas pelo argentino.

3º Mandamento do Sampaolismo: Protagonizar

Ivan Storti/Santos FC
Imagem: Ivan Storti/Santos FC

Sampaoli aprova o trecho do hino não oficial do clube que diz que "quem dá bola é o Santos". Para o treinador, seu time tem que ser sempre o protagonista do jogo, nunca o coadjuvante. É justamente por isso que o técnico adota a filosofia ofensiva e tenta controlar as ações da partida a todo instante.

4º Mandamento do Sampaolismo: Intensidade

Ivan Storti/Santos FC
Imagem: Ivan Storti/Santos FC

Dar sempre o máximo de si. A intensidade está entre as máximas mais importantes do estilo de jogo do treinador. Prova disso é o constante rodízio feito pelo argentino no time titular. Sampaoli opta sempre por jogadores "frescos" e que podem manter uma alta intensidade durante o jogo todo. Não é por acaso que ele nunca repetiu o mesmo time em jogos consecutivos.

5º Mandamento do Sampaolismo: Busca pelo espaço

Ivan Storti/Santos FC
Imagem: Ivan Storti/Santos FC

Manter a posse de bola e amar o "balón" não adiantaria nada se a equipe tocasse apenas de lado. Sampaoli costuma parar o treino sempre que vê um jogador passando a bola para alguém mal posicionado, ou seja, com muitos marcadores em volta. O argentino prima pela movimentação em busca de espaços abertos e não tolera quando um atleta toma a decisão errada no momento do passe.

6º Mandamento do Sampaolismo: Honrar a camisa

Ivan Storti/Santos FC
Imagem: Ivan Storti/Santos FC

É um dos mantras mais repetidos no vestiário do Santos. Desde que chegou ao clube, Sampaoli fala da grandeza do Santos e da honra de estar no clube que um dia jogou Pelé. Ele costuma lembrar isso antes das partidas e pede que os jogadores deem um espetáculo à altura do Peixe e dos torcedores que pagaram ingresso para vê-los jogar. Não é questão apenas de honrar a camisa, mas sim a história do clube, sua tradição de futebol bonito e com muitos gols. O comandante preza para que o futebol seja de fato divertido tanto para quem joga quanto para quem assiste.