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Brasil tem pior taxa de ocupação em início de Copa América desde 2015

Diego Vara/Reuters
Arena do Grêmio recebeu apenas 11.107 pagantes no duelo entre Venezuela e Peru Imagem: Diego Vara/Reuters

Diego Salgado, José Edgar de Matos e José Eduardo Martins

Do UOL, em São Paulo

2019-06-18T04:00:00

18/06/2019 04h00

Depois de seis jogos disputados e o fim da primeira rodada, a Copa América 2019 é sinônimo de fracasso em relação à presença de público nos estádios. A baixa adesão fez a edição brasileira ter ocupação inferior à dos torneios disputados nos Estados Unidos, em 2016, e no Chile, em 2015.

Até aqui, 38% dos assentos dos estádios foram ocupados pelos torcedores. O resultado equivale à metade registrada nas arenas chilenas há quatro anos - na ocasião, os primeiros seis jogos tiveram ocupação de 76%.

Nos Estados Unidos, no ano seguinte, o resultado após o término da primeira rodada, que contou com oito duelos, foi de quase 59%. A edição norte-americana teve resultado superior à chilena em média de público, pois os estádios têm capacidade maior.

Em números absolutos, pouco mais de 323 mil torcedores assistiram às oito primeiras partidas nos Estados Unidos. No Chile, o resultado chegou a 114 mil, contra 148 mil do Brasil.

Cinco estádios já foram utilizados na Copa América 2019: Arena do Grêmio, Fonte Nova, Maracanã, Mineirão e Morumbi. A Arena Corinthians passará a receber partidas na segunda rodada, com Brasil e Peru, no próximo sábado (22).

Os piores resultados se deram na Arena do Grêmio, com 18% de ocupação no confronto Venezuela x Peru (11.107 pagantes), e no Mineirão, com 22% no duelo Uruguai e Equador (13.611 pagantes).

No Maracanã, 19.162 pagaram ingresso para ver a jogo Paraguai e Qatar. A ocupação chegou a 24%. Os melhores resultados foram registrados na estreia da seleção brasileira, contra a Bolívia, no Morumbi, e no duelo entre Argentina e Colômbia, na Fonte Nova, ambos com 69% de ocupação. Em São Paulo, o público pagante chegou a 46.342. Em Salvador, a 34.950.

No fechamento da rodada inicial da fase de grupos, 23.253 pagantes assistiram ao duelo entre Japão e Chile no Morumbi. A ocupação atingiu quase 35%.

Rogério Caboclo, presidente da CBF e CEO do Comitê Organizador Local da Copa América 2019, descartou a hipótese de os estádios estarem vazios por causa do valor de ingresso.

"Os preços foram profundamente avaliados. Custam 10% mais que na Copa América do Chile, e 30% menos que na Copa do Mundo. E a vendagem de ingressos total já é maior que a do Chile. Temos estádios muito grandes, também, e por vezes, fica essa sensação de estádio vazio", disse.

"O comitê sugere os patamares de preço, a partir das práticas do Chile e da Copa do Mundo. Isso é aprovado pela Conmebol. A organização de um evento como esse é um corpo vivo. Temos que readequar práticas, a partir do que está acontecendo, temos reuniões todos os dias e tomamos decisões a partir dos primeiros resultados", completou.

Na última semana, o UOL Esporte revelou que alguns jogos, como Equador x Japão, que será no dia 24 de junho, e Bolívia x Venezuela, dia 22, ambos no Mineirão, tiveram pouquíssimas entradas vendidas até o fim da semana passada. O Comitê Organizador Local (COL) da Copa América admitiu preocupação com a situação.

"Caminhamos para uma venda bem-sucedida. Qualquer produto tem aqueles mais desejados, e no meio dessa coisa toda um ou outro não desperta o mesmo interesse. Nos preocupamos, mas acreditamos que a partida de sexta-feira nos ajude a gerar um pouco mais de interesse nessas duas partidas específicas. As outras todas estão indo muito bem", disse Agberto Guimarães, diretor de operações do COL.

Números da 1ª rodada das últimas edições de Copa América

2019 (Brasil)
Público total: 148.425
Média: 24.738
Ocupação: 38,6%

2016 (Estados Unidos)
Público total: 323.623
Média: 40.453
Ocupação: 58,9%

2015 (Chile)
Público total: 114.650
Média: 19.108
Ocupação: 76,1%

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