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Dybala pode jogar com Messi? Quem sai em alta da Argentina pós-Copa América

Lionel Messi e Paulo Dybala comemoram gol da Argentina contra o Chile - Nelson Almeida/AFP
Lionel Messi e Paulo Dybala comemoram gol da Argentina contra o Chile
Imagem: Nelson Almeida/AFP

Diego Salgado, José Edgar de Matos e José Eduardo Martins

Do UOL, em São Paulo (SP)

09/07/2019 04h00

De um início conturbado para um fim esperançoso. Excluindo as reclamações e a guerra declarada à Conmebol, a seleção da Argentina saiu da Copa América fortalecida. O terceiro lugar conquistado contra o Chile, depois de uma preparação caótica e um início de campanha conturbado, deu gás às ideias do técnico Lionel Scaloni. No saldo final, Lionel Messi saiu "maior do que entrou", enquanto jovens cavaram um espaço cativo para o projeto Qatar-2022.

A medalha de bronze obtida com o triunfo sobre os chilenos e o sentimento de injustiça reforçam o trabalho de reabilitação do elenco, ainda ferido pelos últimos anos de resultados aquém do esperado. Messi, por exemplo, é favorável à continuidade de Scaloni na função de técnico e assumiu de vez a função de líder para tentar o primeiro título com a seleção principal - o camisa 10 soma duas medalhas olímpicas com o sub-23.

Quem sai em alta na Argentina

Lionel Messi

Ueslei Marcelino/Reuters
Imagem: Ueslei Marcelino/Reuters

Embora longe do nível que o consagrou cinco vezes melhor do mundo, Messi virou assumidamente o líder desta nova etapa argentina. Capitão, o craque comprou briga com a Conmebol para defender os interesses da seleção e apresentou a faceta mais "maradoniana" da carreira. Antes questionado pela postura até certo ponto blasé, o camisa 10 adotou um discurso agressivo e combativo contra o que considerou injustiça no Brasil.

Paulo Dybala

Marcello Zambrana/AGIF
Imagem: Marcello Zambrana/AGIF

"Dybala e Messi são incompatíveis". A máxima se sustentou até a disputa pelo terceiro lugar da Copa América. Dybala recebeu poucas chances no Brasil, mas, quando ganhou uma oportunidade, correspondeu. Titular contra o Chile, por diversas vezes, trocou de posição com Messi, conectou-se bem com o craque do Barça e ainda balançou as redes no triunfo por 2 a 1 sobre os rivais chilenos. Transformou "na bola" a participação em uma competição na qual se destinava ao total ostracismo.

Lautaro Martínez

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Difícil imaginar o ataque da Argentina sem Lautaro Martínez. O jovem de 21 anos combinou bem o jogo com Sergio Agüero, com quem dividiu a artilharia da equipe alviceleste no torneio (dois gols cada). O atleta da Internazionale ainda não sentiu o peso da camisa nos confrontos decisivos, abrindo o caminho nas vitórias contra Qatar (último jogo da fase de grupos) e Venezuela (quartas de final). Não atuou contra o Chile por ter recebido o segundo cartão amarelo na semi contra o Brasil.

Rodrigo De Paul

Luisa Gonzalez/Reuters
Imagem: Luisa Gonzalez/Reuters

O meio-campista de 25 anos começou o torneio no banco de reservas, entrando no segundo tempo da estreia contra a Colômbia. Mesmo com a derrota, não saiu mais time. Extrovertido fora do campo e consciente taticamente - é participativo nas duas áreas -, o jogador cresceu de rendimento junto com o grupo e deve seguir como um nome constante neste início de trabalho para a Copa de 2022.

Giovani Lo Celso

Sergio Moraes/Reuters
Imagem: Sergio Moraes/Reuters

Assim como Dybala, Lo Celso aproveitou bem a disputa pelo terceiro lugar. O grande passe para o atacante da Juventus anotar o segundo gol contra o Chile marca a passagem do meio-campista pela Copa América. O jogador de 23 anos atuou nas seis partidas da equipe no torneio e é visto como um dos principais nomes para um futuro a médio prazo, ainda mais pela última temporada em alto nível com o Betis.

Leandro Paredes

Washington Alves/Reuters
Imagem: Washington Alves/Reuters

O setor de meio-campo cresceu com a Argentina na Copa América e permitiu também a Messi atuar em um nível melhor diante de Brasil e Chile - no último jogo, mesmo que por menos de 40 minutos. Neste campo, Leandro Paredes assumiu um lugar cativo desde o início do torneio e não saiu. Foram 540 minutos (todos os possíveis) em uma função até diferente da qual foi formado. De meia ofensivo, o meio-campista de 25 anos virou o volante mais defensivo e correspondeu na avaliação dos argentinos.

Juan Foyth

Washington Alves/Reuters
Imagem: Washington Alves/Reuters

Zagueiro de origem, Foyth assumiu uma posição que estava "à deriva" na equipe, segundo o Olé. Como lateral direito, o jogador de 21 anos do Tottenham se apresentou bem contra a Venezuela e terminou a competição como titular absoluto no setor defensivo ao lado de Nicolás Otamendi, Germán Pezzella e Nicolás Tagliafico. Assim como Lautaro e Lo Celso, aparece como um jovem já pronto para virar figura fixa no elenco argentino; a atuação diante do Brasil, quando levou a melhor sobre a sensação Éverton Cebolinha durante a maior parte do tempo, deu moral.

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