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Palmeiras mostrou que o Inter "podia mais" e pesou em efetivação de Odair

Odair Hellmann, treinador do Internacional, era interino em jogo contra o Palmeiras em 2017 - Ricardo Duarte/SC Inter
Odair Hellmann, treinador do Internacional, era interino em jogo contra o Palmeiras em 2017 Imagem: Ricardo Duarte/SC Inter

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

17/07/2019 12h00

O Palmeiras foi importante na reconstrução do Inter. No ano em que conheceu a Série B, o Colorado teve pela frente o Verdão na Copa do Brasil. E mesmo que tenha sido desclassificado, o jogo mostrou que a equipe podia mais do que estava apresentando e pesou para a efetivação de Odair Hellmann.

O duelo com alviverde foi pelas oitavas de final da edição de 2017 do torneio. Depois de ser derrotado por 1 a 0 em São Paulo, o Inter precisava do mesmo resultado que é necessário hoje (17), no Beira-Rio: vencer por dois ou mais gols de vantagem. A diferença era a presença do saldo qualificado no regulamento, que fez a vitória gaúcha por 2 a 1 dar ao time paulista a vaga adiante.

Só que três dias antes de encarar o Palmeiras, o Internacional demitiu Antonio Carlos Zago. Descontente com o rendimento no início da Série B e com a derrota na final do Gauchão para o Novo Hamburgo, a direção optou pela troca, crente que a equipe poderia render mais.

O jogo com o time então treinado por Cuca mostrou exatamente isso. Odair Hellmann, que era auxiliar, assumiu de forma interina e deu "outra cara" ao Internacional. Pressionando desde os primeiros minutos, não demorou para que os dois gols necessários para avançar saíssem. O primeiro de D'Alessandro, o segundo de Nico López.

Mas um cruzamento na área acabou com o sonho de avanço. Um desvio de Thiago Santos colocou o Palmeiras na fase seguinte.

Mesmo derrotado, a postura do Inter mudou o clima no Beira-Rio. Se antes havia incerteza e protestos a cada tropeço, vaias e até manifestações mais fortes contra dirigentes, jogadores e comissão técnica, o que houve no apito final foi o reconhecimento pela boa jornada.

Na ocasião, o comando técnico optou por não manter Odair. Dias mais tarde, Guto Ferreira assumiu o time e levou até as rodadas finais da Série B, quando, após uma série de resultados ruins, acabou demitido. Então Hellmann assumiu novamente e confirmou a vaga na Série A do ano seguinte. E, avaliando a possibilidade de manutenção do técnico, uma das boas impressões que foram levadas em conta foi exatamente o rendimento do time contra o Palmeiras.

Na avaliação da direção, o poder de reação demonstrado pelo time com Odair no comando era um indicativo do que poderia acontecer com ele como técnico de forma definitiva. Foi o que acabou acontecendo no fim de 2017.