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Refém de Gabigol e sem Sánchez, Santos já teme perder Libertadores em 2019

Ivan Storti/Santos FC
Gabigol fez falta contra a Chape, e Sánchez desfalca o time em três jogos Imagem: Ivan Storti/Santos FC

Samir Carvalho

Do UOL, em Santos (SP)

2018-11-13T04:00:00

13/11/2018 04h00

O Santos deixou escapar a chance de entrar no G-6, grupo que garante vaga na Copa Libertadores de 2019, após perder para a Chapecoense por 1 a 0, nesta segunda-feira, no Pacaembu, em jogo válido pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro, e já teme ficar de fora da competição continental na próxima temporada. A derrota ainda expôs a dependência do time por Gabigol, artilheiro da competição, com 16 gols, e que não atuou pois estava suspenso.

Se não bastasse, Cuca não contará com Carlos Sánchez, atleta que “arrumou" o time em campo, nos três próximos jogos – contra Flamengo e América-MG, fora de casa, e Botafogo, na Vila Belmiro. O uruguaio foi convocado para a seleção de seu país para os amistosos contra Brasil e França, nos dias 16 e 20 de novembro, em Londres e Paris, respectivamente, e não disputará os jogos decisivos do Santos em busca da vaga na Libertadores. Existe uma pequena esperança de que o volante retorne a tempo e em condições de atuar contra o alvinegro carioca, no dia 21.

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Gabigol, por exemplo, é responsável por 40% dos gols do Santos no Campeonato Brasileiro. O atacante marcou 16 dos 40 gols da equipe em 33 rodadas. Se contabilizar somente a era Cuca, a dependência aumenta. Desde a chegada do treinador, o alvinegro marcou 26 vezes (somando Libertadores, Copa do Brasil e Brasileiro), sendo 12 de Gabriel, responsável por 46,1% dos gols.

Cuca evitou culpar Eduardo Sasha, substituto de Gabigol contra a Chape, mas não deixou de lamentar a ausência de seu camisa 10.

“O Gabriel faz falta, claro, está vivendo um momento muito bom, mas não temos certeza se só com ele iríamos vencer. Não vamos, também, por a culpa em quem jogou no lugar dele. O Sasha tentou de todas as formas, a Chapecoense se fechou bem após o gol”, afirmou Cuca.

Sánchez, por sua vez, disputou 17 jogos pelo Santos. Antes das duas derrotas em sequência, para Palmeiras e Chapecoense, o Santos só havia perdido uma vez com ele em campo – 2 a 1 para o Cruzeiro, em 23 de setembro, no Mineirão. O uruguaio disputou 15 jogos neste período.

Desde que Sánchez estreou, no empate por 0 a 0 contra o Botafogo, em 4 de agosto, o Santos fez 26 gols, sendo 24 só no Campeonato Brasileiro. O uruguaio foi responsável diretamente por sete deles, com três gols e quatro assistências.

O técnico Cuca e os atletas não esconderam a preocupação na briga com Atlético-MG e Atlético-PR após o tropeço contra o time de Chapecó. Dodô chegou a dizer que o objetivo “ficou bem difícil”.

Com a derrota, o Santos caiu uma posição, para o oitavo lugar, com 46 pontos, mesmo número do Atlético-PR, o sétimo, que tem uma vitória a mais na competição. Mesmo com o tropeço, o alvinegro praiano se mantém apenas a um ponto do Atlético-MG, último entre os seis classificados para a Libertadores. A equipe do técnico Cuca volta a jogar já nesta quinta-feira (15), diante do Flamengo, às 17h (de Brasília), no Maracanã.

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