Humilde, Sheik se destaca no Corinthians e até orienta jovens na nova fase

Dassler Marques e Diego Salgado

Do UOL, em São Paulo

Emerson Sheik definitivamente vive uma fase especial na reta final da carreira. Aos 39 anos, como opção do técnico Fábio Carille no banco de reservas, o atacante entrou na partida contra o Mirassol e marcou o gol da vitória em Itaquera na reta final do duelo.

Ao fim da vitória por 1 a 0, o veterano mostrou uma nova faceta, com humildade, elogios públicos a integrantes da comissão técnica e a posição de conselheiro dos jovens jogadores do elenco.

"Agora muda um pouco. Alguns anos atrás, eu, embora todas as conquistas, tinha uma vida mais divertida, mas hoje pela idade não cabe mais. Muitas mudanças boas. Dá para passar [para os jovens]. Muito feliz com os meninos do Corinthians, têm o dom de jogar futebol que não se questiona, mas de boa índole, então facilita o dia a dia", ressaltou o jogador.

O lance que deu o triunfo e a classificação à segunda fase do estadual ao Corinthians ocorreu depois de Sheik ter novamente um atuação de destaque no ataque alvinegro, assim como aconteceu contra o Millonarios, na estreia da Libertadores. 

Na noite da última quarta-feira, após sua entrada em campo no lugar de Jadson aos 13 minutos da etapa final, o Corinthians conseguiu enfim pressionar o Mirassol em um jogo fadado ao empate sem gols. Em um chute de rara felicidade, Sheik conseguiu balançar a rede pela primeira vez após seu retorno.

Elogios com discurso pés no chão

Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians
Sheik, cujo contrato vai até o fim de junho, marcou o primeiro gol após o retorno

Ovacionado pela torcida em Itaquera, Sheik não poupou elogios à comissão técnica corintiana, citando os nomes do preparador físico Walmir Cruz e da nutricionista Christine Machado, que, como mostrou o UOL Esporte, mudou o cardápio do atacante e até o fez dormir mais cedo.

"Treinamento tenho feito todos desde que cheguei. Há um acompanhamento da fisiologia, nutricionista, a Chris é dessas pessoas incríveis e importantes de lembrar. Há um acompanhamento de peso, o Walmir com toda a preparação física, os trabalhos. É bacana lembrar dessas pessoas porque foi trabalho de dois meses mais ou menos para que pudesse crescer no que eles entendiam que dava para fazer", disse Sheik.

O atacante, que tem grandes chances de ser titular diante do Botafogo, na última rodada da fase de grupos, admitiu que não mira uma vaga entre os 11 jogadores que começam as partidas.

"Desde que voltei tenho treinado bastante. Sempre falo que o Fábio acompanha todos os atletas e não só os 11 que entram para jogar. As oportunidades que tive, entrei, dei meu melhor, lembrando que fiquei período muito grande sem jogar e saiu o gol. Todas as vezes que entrei, tentei ajudar da forma que podia e fico feliz por ajudar um pouco mais", frisou o atacante.

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