Com time 'camaleão' de Carille, Corinthians dá mais uma resposta em decisão

Diego Salgado

Do UOL, em São Paulo

O filme se repetiu em Itaquera: pressionado, o Corinthians conseguiu dar uma resposta em campo e saiu mais uma vez com a missão cumprida. Desta vez, o time alvinegro virou sobre o Bragantino após perder a primeira partida, venceu com autoridade na volta e garantiu uma vaga na semifinal do Estadual.

A equipe do técnico Fábio Carille colocou o roteiro em prática pela segunda vez em 2018. Em fevereiro, depois de uma sequência de três jogos sem vencer, o Corinthians derrotou o Palmeiras por 2 a 0 em um jogo eletrizante em Itaquera.

Em novembro passado, novamente diante da equipe palmeirense, o Corinthians praticamente definiu o Campeonato Brasileiro ao derrotar o rival por 3 a 2 depois de ver o título quase escapar em uma sequência de maus resultados.

Em todos esses momentos, Carille não hesitou em fazer mudanças profundas na equipe, barrando até jogadores titulares e mudando esquemas táticos. Contra o Bragantino, por exemplo, o treinador barrou Gabriel, Sheik e Romero para colocar em campo, respectivamente, Ralf, Mateus Vital e Júnior Dutra.

Daniel Vorley/AGIF
Corinthians eliminou o Bragantino com gols do lateral Sidcley e do volante Maycon

Com essa formação, o comandante alvinegro ainda alterou o esquema tático ao deixar o esquema 4-2-4, sem centroavante, para trás - ele foi adotado justamente no clássico com o Palmeiras, quando o time precisou dar uma resposta. Nesta quinta-feira, a equipe voltou ao 4-2-3-1, com Dutra na referência. 

Quando atuou sem centroavante contra o Palmeiras, Carille inovou ao ganhar superioridade no meio-campo, com seis atletas no setor - os dois volantes e outros quatro jogadores à frente. Assim, o time reagiu e venceu por 2 a 0 diante da sua torcida.

No ano passado, no Brasileirão, dois titulares perderam a vaga na equipe logo na partida decisiva com o rival. Jadson e Maycon deixaram o time para as entradas de Clayson e Camacho, respectivamente. Assim, os corintianos arrancaram para o título.

Daniel Vorley/AGIF
Carille fez mudanças para o jogo decisivo

Concentração lá no alto

Segundo jogadores do Corinthians, outro ponto que se tornou um diferencial nesses jogos é o nível de concentração elevado. O time, pressionado, responde positivamente e entra mais pilhado em campo.

"É a concentração e a união. A gente não escuta o que vem de fora, seja bom ou ruim. Estamos muito unidos. A gente fala que sempre precisa se manter forte. Mexe mais com a gente, mexe mais com os jogadores. O nível de concentração é maior", disse Maycon, autor do segundo gol contra o Bragantino.

"No primeiro jogo das quartas faltou um pouco de concentração. Nem falo de individual, foi no geral. Acho que ficamos um pouquinho abaixo, a gente conversou bastante sobre isso. Conseguimos, todos juntos, fazer uma partida bastante consistente", afirmou Cássio.

O treinador corintiano, por sua vez, comemorou o sucesso obtido com a estratégia de aumentar a estatura da equipe, mas também ressaltou que a postura levou à vitória. "Quando estamos muito concentrados a gente sabe que é diferente, temos que procurar ser assim sempre", destacou.

O goleiro Cássio acredita que a atuação corintiana na segunda partida das quartas de final serve de exemplo para o confronto de mata-mata com o São Paulo na semifinal. 

"A gente tem de manter uma regularidade nos jogos. Não pode fazer uma partida abaixo e outra muito boa, porque na que jogou abaixo a gente pode não conseguir o resultado que quer", disse o goleiro corintiano.

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