Respaldo legal fez Palmeiras ganhar "queda de braço" por treino aberto

Dassler Marques e Leandro Miranda

Do UOL, em São Paulo

  • Ale Cabral/AGIF

    Presidente Maurício Galiotte não aceitou mudar o dia do treino aberto do Palmeiras

    Presidente Maurício Galiotte não aceitou mudar o dia do treino aberto do Palmeiras

O fato de o Palmeiras ter se mobilizado com antecedência para protocolar na Polícia Militar o pedido para fazer um treino aberto à torcida no Allianz Parque, no próximo sábado (7), fez com que o clube ganhasse a "queda de braço" com o Corinthians e o Ministério Público para manter a atividade no dia programado. Já o time alvinegro precisou mudar o treino aberto em seu estádio para a noite de sexta (6).

Conforme relato do promotor Paulo Castilho ao UOL Esporte, ele se reuniu com os presidentes Maurício Galiotte e Andrés Sanchez nesta quinta (5), na sede da Federação Paulista de Futebol. Após Castilho ameaçar com uma ação judicial do Ministério Púbico para impedir que os dois treinos acontecessem na manhã de sábado, Sanchez – que, ao contrário do rival, não cumpriu o procedimento legal requerido nesses casos – resolveu ceder.

"O presidente do Palmeiras não abriu mão, então expliquei que estaria pronta uma ação pleiteando os dois treinamentos com portões fechados. O Andrés, como já havia feito a troca de 41 mil ingressos, preocupado com a segurança e não querendo correr o risco de precisar fechar o treino, antecipou em um ato de grandeza. Ele se sensibilizou. Não quis correr o risco de uma decisão judicial, também ficou preocupado com a integridade dos torcedores, aí trouxe o treino para sexta", disse Castilho.

O Palmeiras mantém que jamais cogitou mudar o dia do treino, justamente porque se sentia respaldado legalmente. O clube protocolou o pedido para a realização do evento com a PM na última segunda-feira (2), antes mesmo de anunciar publicamente que abriria o Allianz Parque à torcida no sábado.

Desde que os dois clubes manifestaram o desejo de abrir seus treinos nos mesmos dia e horário, o Ministério Público, na figura de Castilho, se posicionou de forma contrária. O principal argumento do promotor é que a Polícia Militar não teria condições de prover segurança aos dois eventos ao mesmo tempo, o que colocaria torcedores em risco.

Mais de 40 mil alvinegros já trocaram alimentos por ingressos para ver o treino aberto na Arena Corinthians. Após a confirmação da mudança para a noite de sexta-feira, o clube divulgou nota dizendo que "aqueles que se sentirem prejudicados deverão procurar o clube para reaver os donativos trocados pelo ingresso".

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