Galiotte ignora possível suspensão e não deve nem enviar advogado ao TJD

Leandro Miranda

Do UOL, em São Paulo

  • Cesar Greco/Ag. Palmeiras

    Presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, será julgado pelo TJD na segunda

    Presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, será julgado pelo TJD na segunda

O rompimento entre Palmeiras e Federação Paulista de Futebol, anunciado logo depois da final do Campeonato Paulista, fez com que o presidente alviverde Maurício Galiotte decidisse não comparecer ao próprio julgamento no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), marcado para a próxima segunda-feira (7). A postura de indiferença do dirigente é tanta que ele não pensa nem sequer em enviar um advogado para representá-lo.

Galiotte foi denunciado por suas declarações dadas depois do polêmico jogo com o Corinthians, em que disse que o campeonato estava "manchado" e chamou o torneio de "Paulistinha". Ele pode ser suspenso por um período entre 15 e 180 dias por "conduta contrária à ética desportiva", mas não tem manifestado nenhuma preocupação em relação a esse possível gancho.

A não ida ao TJD também carrega a mensagem de que o Palmeiras não confia na boa vontade do tribunal. Recentemente, o órgão derrubou duas tentativas do clube alviverde de provar que houve interferência externa na arbitragem na final do Campeonato Paulista: arquivou um inquérito sem oferecer denúncia e rejeitou um pedido de impugnação alegando que o prazo processual havia vencido, sem avaliar o mérito da questão.

Na última sexta-feira (4), Galiotte deu entrevista à FOX Sports e dirigiu palavras duras contra o TJD. O presidente palmeirense manteve sua frase em que se referiu ao estadual como "Paulistinha" e afirmou que não há interesse do tribunal em julgar. Poucos minutos depois, o TJD anunciou que havia negado o pedido de impugnação do Palmeiras sobre a final.

O presidente do TJD, Antônio Olim, afirma que não há mais a possibilidade de o Palmeiras recorrer a nenhum tribunal esportivo, já que o processo foi extinto antes mesmo de se julgar o mérito. O clube discorda dessa interpretação e vai recorrer ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), vinculado à Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O alviverde deve dar entrada no recurso em dois dias.

Olim, inclusive, vê motivação política nas atitudes de Galiotte. No entendimento do presidente do TJD, o mandatário palmeirense está tentando ganhar apoio político visando a reeleição no clube. Ele também afirmou que as novas críticas ao tribunal podem até gerar outra denúncia contra o dirigente.

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