Conselheiros ligados à FPF que não votaram serão investigados no Palmeiras

Leandro Miranda

Do UOL, em São Paulo

  • Keiny Andrade/Folha Imagem

    Pessoas no Palmeiras sustentam que orientação partiu de Reinaldo Bastos, presidente da FPF

    Pessoas no Palmeiras sustentam que orientação partiu de Reinaldo Bastos, presidente da FPF

Um grupo de conselheiros do Palmeiras começou a reunir assinaturas para entrar com um pedido de sindicância contra três colegas que não foram à votação da mudança estatutária do clube na última segunda-feira. O objetivo é apurar se o trio, que é ligado à Federação Paulista de Futebol (FPF), recebeu qualquer tipo de orientação da entidade para não comparecer à sessão do conselho alviverde.

Os nomes são Américo Calandriello, vice-presidente de relações institucionais da FPF, Domingos Cangiano, ouvidor de competições, e Luís Antônio Vidal, vice-presidente do TJD.

Dentro do Palmeiras, há alas que afirmam que o presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, orientou os três conselheiros a não comparecerem. Ao UOL Esporte, a federação negou qualquer interferência na ausência dos três conselheiros e disse que não se envolve em política de clubes.

Já pessoas próximas aos conselheiros alegaram que havia um "entendimento" de que seria melhor ficar de fora de temas polêmicos, já que a FPF estaria muito visada desde o rompimento do presidente palmeirense Maurício Galiotte com a entidade, que aconteceu após a final do Campeonato Paulista. O Palmeiras tenta impugnar o jogo na Justiça alegando interferência externa na arbitragem.

A votação da última segunda aprovou algumas mudanças no estatuto do clube, sendo a mais importante o aumento do mandato presidencial de dois para três anos, valendo já para a eleição de novembro de 2018.

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