Alessandro lembra tensão em lance de Diego Souza em 2012: "Fiquei mudo"

Do UOL, em São Paulo

O corintiano provavelmente tem a cena muito bem gravada na memória: Alessandro erra no meio-campo, e Diego Souza parte em contra-ataque que parecia mortal, mas Cássio opera um milagre e mantém o Corinthians vivo na Libertadores de 2012. Mais de seis anos depois, o ex-lateral e atual gerente de futebol do Alvinegro relembra o que sentiu naqueles segundos de enorme expectativa no estádio do Pacaembu.

"Lembro que eu e Fábio Santos corríamos quase lado a lado, tentando chegar próximos do Diego Souza, e parecia que quanto mais força a gente fazia mais distante ficávamos, tamanha a tensão", lembra Alessandro em entrevista ao canal de Youtube Resenha Delas, da rede Snack (assista acima, a partir de 9m45s). 

"A gente tentava diminuir a distância e não conseguia, então tinha que rezar, esperar. Não sei quantos segundos levou desde eu chutar e bater nas costas do Diego Souza até a defesa do Cássio, mas parece que foi uma eternidade. Parecia que eu estava preso no campo, amarrado, sem sair do lugar. Foi tenso", fala o ex-lateral.

O lance aconteceu na segunda partida das quartas de final, contra o Vasco da Gama. Cássio impediu o gol aos 18 minutos do segundo tempo, depois Paulinho marcou de cabeça e garantiu a classificação nas semifinais. Depois da classificação, só Alessandro não festejou. "Rolou uma tensão, eu era o único que não falava nada. No vestiário eu fiquei mudo. Não consegui dormir, em choque. Toda hora pensando? Você liga a TV, estão falando da conquista e lembrando do lance", relembra o ex-capitão, que entre outras taças ergueu a Libertadores e o Mundial em 2012.

"O estádio ficou em silêncio. O torcedor ficou tenso, preocupado sobre como a equipe se comportaria. Eu também, porque um lance individual como esse te faz errar tudo. Tive que me concentrar novamente para seguir na partida, mas foi pesado", admite Alessandro, descontraído. "Mas passou né, o importante é que passou."

Naquela campanha, o Corinthians ainda eliminaria o Santos com um gol de Danilo - o mais importante de sua passagem pelo clube, segundo o próprio meia disse nesta semana. Na final, o time do Parque São Jorge venceu o Boca Juniors com dois gols do herói Emerson Sheik - que se despediu do futebol nesta sexta-feira - e levantou o inédito e invicto título da Libertadores.

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