Topo

Futebol


Flu aposta em insatisfação e espera acerto de Nenê com SPFC para avançar

Ale Cabral/AGIF
De um Tricolor para o outro: Nenê pode trocar São Paulo pelo Fluminense Imagem: Ale Cabral/AGIF

Leo Burlá

Do UOL, no Rio de Janeiro

2019-01-09T04:00:00

09/01/2019 04h00

O Fluminense segue esperançoso, mas mantém postura cautelosa por Nenê. A fé tricolor se baseia no desejo do meia de mudar de ares, mas o clube só vai entrar em cena quando o camisa 10 se acertar com o São Paulo.

Os cariocas já têm na ponta do lápis o valor mensal que teria de ser destinado para o meia, que receberia do Flu o teto de R$ 150 mil. Além disso, restaria esperar que o jogador e seu representante convençam o Tricolor paulista de que uma liberação seria o melhor caminho. Superado esse obstáculo, faltaria o clube do Morumbi topar pagar parte dos vencimentos do atleta.

O Fluminense não tem muita pressa e entende que os dirigentes se darão conta de que manter Nenê insatisfeito no elenco não será bom negócio. Em um grupo recheado de jogadores para o meio e ataque e com a chegada de nomes como Hernanes Pablo, a tendência é que ele inicie o ano como opção no banco de reservas.

O primeiro contato entre as partes foi uma iniciativa do agente do jogador, que fez chegar ao Flu a mensagem de que uma mudança para o clube era bem vista pelo ex-apoiador do Vasco. O nome agradou desde o início, mas a ordem nas Laranjeiras é agir quando houver um acordo.

Apesar da idade, Nenê foi o atleta que mais atuou pelo São Paulo em 2018. Ele esteve em campo em 55 dos 64 compromissos do time na última temporada. O veterano ainda foi vice-artilheiro da equipe, com 12 gols (quatro atrás de Diego Souza), e líder de assistências, com sete passes para os companheiros marcarem.

No meio de 2018, recebeu aumento após recusar proposta de uma equipe do Oriente Médio. Valorizado no Morumbi, o ex-vascaíno ainda colecionou alguns bons momentos, mas terminou em baixa o ano. Na penúltima rodada, perdeu pênalti contra o Sport e deixou o gramado vaiado pela torcida. Em rota de colisão com o técnico Diego Aguirre, fez 'bico' por ficar na reserva e gerou insatisfação no clube.

No São Paulo, começou bem, perdeu espaço com Dorival Júnior, só que rapidamente cresceu com o uruguaio. Usava a 7 e passou a vestir a 10 depois da saída de Cueva.  

Ao sair do Cruzmaltino, ele alegou que gostaria de ficar mais próximo de seus familiares, mas o destino pode reservar ao atleta mais uma passagem pelo futebol da Cidade Maravilhosa.

Mais Futebol