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Após multar Cueva em 2018, Raí repete pulso firme com Carneiro no São Paulo

Marcello Zambrana/AGIF
Atacante uruguaio causou irritação no clube no último fim de semana Imagem: Marcello Zambrana/AGIF

Bruno Grossi

Do UOL, em São Paulo

22/01/2019 04h00

Raí está no início da segunda temporada como diretor-executivo do São Paulo. E, a exemplo do que aconteceu no primeiro ano, começa 2019 com um problema disciplinar para resolver. O "sumiço" de Gonzalo Carneiro no último fim de semana gerou incômodo na diretoria e a promessa é de pulso firme para solucionar o caso, como aconteceu em janeiro de 2018 com Christian Cueva.

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A receita final nos dois episódios está na aplicação de uma multa salarial considerável. O alento de Carneiro é não ser reincidente, como era Cueva, mas isso não tira o peso do ato de indisciplina do uruguaio. Os dirigentes ainda se mostram incrédulos com o uruguaio, que se recusou a se concentrar para o jogo do último sábado contra o Mirassol e nem sequer foi treinar com os outros atletas que não atuariam.

O São Paulo esperava que Carneiro se reapresentasse no CT da Barra Funda na última segunda-feira. O atacante de 23 anos cumpriu o combinado, teve conversa rápida com cartolas e a comissão técnica e logo foi liberado para participar de jogo-treino contra o São Caetano. A definição do valor da multa, ou qualquer outra punição, será tratada nos bastidores, sem divulgação. 

A postura de Raí no caso Cueva, em 2018, já havia sido muito elogiada internamente. Na ocasião, o peruano demorou quase uma semana para chegar e iniciar a pré-temporada do Tricolor. E só comunicou o clube que demoraria para voltar justamente no dia marcado para a reapresentação dos jogadores.

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Quando voltou, pediu para atuar contra o Novorizontino, em partida no Morumbi, e foi usado por Dorival Júnior no segundo tempo mesmo sem estar na melhor condição física. Na rodada seguinte do Campeonato Paulista do ano passado, ao ser comunicado que seria reserva mais uma vez, decidiu não viajar com a delegação para enfrentar o Mirassol. 

Raí declarou que o peruano não estava "comprometido com a agenda do São Paulo" e viu o atleta rebater alegando que não se sentia importante. Além disso, tinha em mãos uma proposta do Al Hilal, da Arábia Saudita, e se frustrou por não ter sido liberado.

O camisa 10 foi perdendo espaço no clube, até que pediu para deixar o grupo mais cedo do que o previsto antes de disputar a Copa do Mundo. Após o Mundial, retornou apenas para fechar a saída para o Krasnodar, da Rússia. Agora, inclusive, cogita voltar ao futebol sul-americano e já recebeu sondagens de Grêmio e Independiente.

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