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Relatório do caso Blackstar pede advertência a Nobre e suspensão de Genaro

Paulo Nobre, ex-presidente do Palmeiras, pode ser punido pelo Conselho Deliberativo - Keiny Andrade - 24.nov.2016 / Folhapress
Paulo Nobre, ex-presidente do Palmeiras, pode ser punido pelo Conselho Deliberativo Imagem: Keiny Andrade - 24.nov.2016 / Folhapress

Leandro Miranda

Do UOL, em São Paulo

19/07/2019 13h18

O relatório da comissão de sindicância aberta pelo Conselho Deliberativo do Palmeiras para apurar a participação de conselheiros na proposta de patrocínio da empresa Blackstar, que foi rejeitada pelo clube no fim do ano passado, sugere uma advertência ao ex-presidente Paulo Nobre e a suspensão por um ano de Genaro Marino, que foi vice-presidente no primeiro mandato de Maurício Galiotte e adversário do atual mandatário na última eleição.

Além de Nobre, outros dois conselheiros têm a advertência como pena recomendada pelo relatório: José Carlos Tomaselli e Ricardo Galassi. Ambos integravam a chapa oposicionista de Genaro na eleição de novembro do ano passado. A informação foi publicada pelo Globoesporte.com e confirmada pelo UOL Esporte.

Agora, o relatório passará por votação do Conselho Deliberativo em reunião marcada para o dia 1º de agosto para definir o que acontece com os envolvidos. Os conselheiros não são obrigados a seguir o que pede o documento e podem sugerir desde a absolvição até punições alternativas.

O caso aconteceu às vésperas da eleição presidencial do Palmeiras. Genaro protocolou no clube a proposta de patrocínio da Blackstar, que seria de R$ 1 bilhão, a ser pago à vista, por 10 anos. O representante da empresa, Rubnei Quícoli, havia sido apresentado a Marino pelo ex-presidente Paulo Nobre. Na época, a diretoria comandada por Galiotte estava em negociações para renovar o patrocínio da Crefisa.

Já em dezembro, Galiotte anunciou que as conversas com a Blackstar estavam encerradas porque a empresa havia apresentado garantias bancárias falsas e o HSBC havia desmentido que a companhia fosse sua cliente. Um dia antes, Quícoli chamara o presidente alviverde de "patético" e "despreparado" em uma carta. Pouco depois, o Palmeiras renovou com a Crefisa por três anos.