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Brasileirão - 2019


Palmeiras para na retranca do Vasco, fica no empate e pode perder liderança

Arthur Sandes

Do UOL, em São Paulo

27/07/2019 18h54

Com vários titulares poupados, o Palmeiras jogou mais futebol do que o Vasco da Gama na tarde de hoje, no Allianz Parque, mas foi a proposta carioca que levou a melhor na 12ª rodada do Campeonato Brasileiro e rendeu empate por 1 a 1. O Cruz-Maltino saiu na frente com Marrony, o Alviverde empatou logo em pênalti convertido por Gustavo Scarpa e passou a tentar a virada, mas perdeu gols demais.

O empate é pior para o Palmeiras, que pode perder a liderança do Brasileirão pela primeira vez em nove rodadas: tem 27 pontos, um acima do Santos, que joga amanhã. Já o Vasco soma ponto importante fora de casa e vai a 13, mas ainda aparece perto da zona de rebaixamento. Na terça-feira (30) o Alviverde pega o Godoy Cruz, pela Libertadores, enquanto o Cruz-Maltino só joga no domingo (4), contra o CSA.

Foi bem: Richard domina o meio-campo

O volante foi o melhor em campo pelo Vasco, sendo o maior ladrão de bolas do jogo (quatro) e com alto aproveitamento nas divididas. Não foi à toa que Gustavo Scarpa e Raphael Veiga tiveram atuações discretas no setor, e o Palmeiras se viu obrigado a chutar muitas bolas de fora da área - sem sucesso.

Foi mal: Arthur Cabral é pouco acionado e perde gol incrível

Em sua quinta partida em 2019, o atacante ficou preso entre os zagueiros do Vasco e participou pouco das jogadas do Palmeiras. Em sua melhor chance, no início do segundo tempo, desperdiçou lance incrível dentro da área ao chutar fraco para a defesa de Fernando Miguel.

Palmeiras controla, mas não sufoca

Mesmo sofrendo gol cedo, o Palmeiras reagiu rápido e de certa forma dominou as ações. Contra um Vasco bem fechado, arriscou mais de fora da área do que acionou Arthur Cabral, e aí pecou pela falta de capricho - foram seis chutes errados só no primeiro tempo. Com apenas três titulares, passou tempo demais em baixo ritmo no segundo tempo e, quando se viu em desespero, foi caindo na pilha da própria torcida à medida que perdia chances no ataque. Ao final, saiu de campo chamado de "time de pipoca" por boa parte da torcida.

Vasco esfria o jogo em atuação dentro do esperado

Alan Morici/AGIF
Imagem: Alan Morici/AGIF
Não faltou combatividade aos visitantes no Allianz Parque, mas ficou clara a falta de alternativas no ataque. Atrás até impôs alguma dificuldade ao Palmeiras, mas do meio para frente o time se resumiu a contra-ataques mal pensados e tentativas de bola aérea. Mas a estratégia defensiva funcionou. Só não foi melhor, aliás, porque um cabeceio de Marcos Júnior no finalzinho ficou na trave.

Vaias no final, protesto na saída

O Palmeiras deixou o campo sob vaias de boa parte da torcida presente no Allianz Parque. Uma organizada até ecoou o grito de "time de pipoca", protesto que foi ironizado e minimizado por Felipão em sua entrevista coletiva. Depois, ao deixar o estádio, torcedores se reuniram em um dos portões para protestar mais uma vez. "Acabou a paz" e "terça-feira virou obrigação" foram os gritos mais fortes.

Cronologia do jogo

Duda Bairros/AGIF
Imagem: Duda Bairros/AGIF
O Vasco abriu o placar no primeiro lance, aos 2 minutos, quando Valdívia cobrou escanteio na segunda trave e Marrony cabeceou a gol. Apesar do susto, o Palmeiras acordou e passou a pressionar: quase empatou em chute forte de Hyoran que raspou na trave, depois Dudu furou uma finalização, e no terceiro ataque conseguiu um pênalti quando a bola bateu no braço de Leandro Castán. A infração foi marcada com auxílio do VAR, e Gustavo Scarpa converteu.

Impositivo, o Palmeiras pressionou e entrou na área com frequência nos minutos seguintes, mas pecou no capricho e não virou. A melhor oportunidade foi de Bruno Henrique, que mandou por cima após Scarpa ajeitar na medida. Já o Vasco esfriou o jogo com marcação forte e alguns contra-ataques escassos, também sem muito perigo para Weverton.

O segundo tempo começou com o Alviverde intenso, no ataque, mas o ímpeto caiu aos poucos. Houve chances claras perdidas por Arthur Cabral e Hyoran, mas a meia hora entre uma oportunidade e outra foi morna demais no Allianz. O jogo ficou emocionante na reta final, com direito a bola na trave do Vasco em cabeceio de Marcos Júnior, e o Palmeiras se precipitou cada vez mais.

Bolsonaro é aplaudido, mas também vaiado

 REUTERS/Amanda Perobelli
Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli
O presidente da República, Jair Bolsonaro, esteve no Allianz Parque para acompanhar a partida e subiu ao gramado 50 minutos antes de a bola rolar. Foi recebido entre vaias e gritos de "mito", cercado por dezenas de crianças e acompanhado pelo presidente alviverde, Maurício Galiotte. Bolsonaro assistiu à partida do camarote da diretoria. O presidente desceu novamente para o gramado no intervalo, passando pelo meio da torcida alviverde e chegou a atrasar um pouco o reinício da partida, já que passou pelos bancos de reservas antes de voltar ao camarote do estádio.

Ficha técnica

Palmeiras 1 x 1 Vasco da Gama

Data: 27 de julho de 2019, sábado
Horário: 17 horas (de Brasília)
Local: Allianz Parque, em São Paulo-SP
Competição: Campeonato Brasileiro, 12ª rodada
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG)
Assistentes: Guilherme Dias Camilo (MG) e Ricardo Junio de Souza (MG)
VAR: Emerson de Almeida Ferreira (MG)
Público: 37.754 pessoas Renda: R$ 2.553.733,15 Cartões Amarelos: Thiago Santos (PAL); Leandro Castán, Bruno César, Henrique, Marcos Júnior (VAS)
Cartão Vermelho: não houve.

Gols: Marrony, aos 2', e Gustavo Scarpa aos 14 minutos do primeiro tempo.

Palmeiras: Weverton; Jean, Antonio Carlos, Edu Dracena e Victor Luis; Thiago Santos, Bruno Henrique (Matheus Fernandes), Gustavo Scarpa (Raphael Veiga), Hyoran (Carlos Eduardo), Dudu, Arthur Cabral. Técnico: Liuz Felipe Scolari.

Vasco: Fernando Miguel; Yago Pikachu, Oswaldo Henríquez, Leandro Castán e Henrique; Richard, Raul (Andrey), Marquinho (Marcos Júnior), Bruno César e Valdívia (Talles); Marrony. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do que foi publicado no terceiro parágrafo, Raphael Veiga foi quem teve atuação discreta, e não Zé Rafael, que não jogou. O erro foi corrigido.
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