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Ambição, liderança e humildade: Sánchez constrói caminho sólido no Santos

Divulgação/Santos
Carlos Sánchez comemora gol do Santos contra o Altos, pela Copa do Brasil Imagem: Divulgação/Santos

2019-02-12T06:00:00

12/02/2019 06h00

Aos 34 anos e contratado pelo Santos em julho de 2018, o uruguaio Carlos Sánchez volta a entrar em campo em seu país natal nesta terça-feira (12). Feliz no Peixe, enfrenta o River Plate, do Uruguai, em Montevidéu, pela primeira fase da Copa Sul-Americana. Com a carreira baseada em três pilares - ambição, liderança e humildade - fala ao LANCE! sobre seu futuro e aspirações.

Desde sua chegada, Sánchez tornou-se praticamente uma unanimidade no clube. Entre a torcida, não demorou a fazer sucesso. Com Cuca, foi um dos homens de confiança no meio-campo no segundo semestre do ano passado. Com Jorge Sampaoli, segue firme no setor e funciona até como tradutor para ajudar no trabalho do argentino.

IDENTIDADE!

Aos poucos, constrói no clube uma identidade sólida, a qual espera muito em breve coroar com conquistas maiores. Líder nato dentro do elenco, não nega a possibilidade de se tornar um dos capitães do Peixe em pouco tempo. A cidade, a família e o grupo ajudaram o uruguaio a se sentir em casa em Santos.

"Nunca foi tão rápido me adaptar em um clube. Foi inacreditável. O trabalho dentro do campo foi bom e quero seguir melhorando para ser um bom profissional. Consegui me adaptar bem à cidade, os companheiros me ajudaram no clube. Evolui na intensidade, também", pondera Sánchez, em rápida conversa no CT Rei Pelé.

FAMÍLIA!

Um detalhe fez toda a diferença na rápida adaptação de Sánchez dentro de campo no Santos: a vida tranquila da família na Baixada Santista. O uruguaio é pai de Máximo, Juan Manuel e Luciana e é casado com Selene Fariña. A felicidade da família dá ao jogador a possibilidade de trabalhar tranquilo.

"Minha família também soma bastante para eu estar tranquilo para seguir trabalhando. Os meus filhos gostaram bastante da cidade", conta. Não são raros os registros do jogador fazendo churrasco em sua varanda de frente para o mar na orla de Santos em suas folgas.

CAPITÃO?

A forte identidade de Sánchez com o Santos, a boa adaptação em campo e fora dele e a liderança natural dentro do clube, trazem como questionamento natural a possibilidade do uruguaio dividir a braçadeira de capitão do Alvinegro com Victor Ferraz em pouco tempo. Para ele, é um caminho a ser percorrido com naturalidade, sem forçar situações.

"É algo que temos de ter em mente. Eu adoraria ser o capitão, é uma motivação para seguir trabalhando. Porém, a faixa de capitão não me chama muito atenção, nunca fui em nenhuma equipe. Não me atrai muito. Quero entrar na história como um bom jogador. É algo mais natural a minha liderança, tratar sempre melhor a todos, ajudar da melhor maneira. Trabalhar, ser humilde e conseguir os objetivos", afirma.

AMBIÇÃO!

Em 2018, Sánchez foi o epicentro de uma polêmica: por sua escalação irregular no jogo de ida das oitavas de final da Libertadores, o Santos foi punido pela Conmebol com uma derrota por 3 a 0 para o Independiente, da Argentina, e acabou eliminado da competição após empatar em gols no Pacaembu. O uruguaio teria de ter cumprido uma suspensão por expulsão de quando ainda estava no River Plate. Por isso, quer títulos:

"Meu desejo é formar um time competitivo, estamos em uma equipe grande e é preciso tratar de conquistar títulos. Depois de 2018, estou sonhando que possamos fazer um bom ano, conseguir as coisas. Precisamos lutar e sonhar com boas coisas para sermos protagonistas", completa.

POSICIONAMENTO!

Se com Cuca, Sánchez fazia uma função basicamente de armador, começou a trajetória de Sampaoli no Santos como um meia mais aberto pela direita. A rotação dentro do campo o permite se adaptar com facilidade ao estilo intenso do técnico argentino. Para o jogador, trata-se apenas de uma filosofia diferente de trabalho, sem atrapalhar o rendimento.

"Cada um tem seu trabalho e filosofia. Mudou um pouco com o Cuca, mas sempre jogando pela direita, ele quer uma rotação. Temos de assumir sua filosofia, todos estamos dispostos a trabalhar pela equipe para trazer triunfos e assimilar rápido o que ele quer", diz.

SAMPAOLI!

Um dos trunfos para tornar a ambição de Sánchez em ser campeão é o trabalho do técnico Jorge Sampaoli. Além de falarem o mesmo idioma, argentino e uruguaio compartilham do mesmo sotaque em espanhol e tem se ajudado para ajudarem aos demais. Dos treinos intensos ao serviço de tradução, o camisa 7 falou sobre o treinador.

"Sampaoli é um cara que trata bem a todos, manda a sua ideia e precisamos assimilar o mais rápido possível. A pré-temporada foi bastante intensa e assim vai seguir sendo o ano. Muitos perguntam para mim o que ele fala (risos). Eu oriento da melhor maneira possível para conseguirmos crescer", finaliza o meia, dono de um português praticamente fluente.

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