'Jogo perfeito' do Palmeiras ruiu em 45 min e Prass virou herói de vitória

Do UOL, em São Paulo

Só a vitória interessava ao Palmeiras nesta quinta-feira (03), contra o Rosario Central, na Libertadores. A equipe ainda não tinha vencido na competição continental, vinha de uma sequência de jogos sem vencer em seu estádio e o técnico Marcelo Oliveira balançava no comando.

15 minutos e o jogo parecia perfeito para o Palmeiras. 25 minutos e a equipe brasileira abriu o placar. Mas tudo mudou em pouco tempo.  Os 2 a 0 foram no sufoco, na base do chutão e com o time recuado quase sem agredir o adversário no segundo tempo. A equipe brasileira precisou de um herói: Fernando Prass.

Jogo no Allianz Parque com pressão por vitória, mas apoio

Diego Salgado/UOL
A torcida fez festa dentro e fora do estádio. Os 36100 apoiaram a equipe, gritaram o nome do técnico Marcelo Oliveira, ameaçado no comando do Palmeiras, e fizeram até um mosaico de incentivo: "Queremos ganhar a Libertadores", dizia. Foi a primeira vitória no Allianz Parque pela Libertadores, que deu a liderança do grupo 2 ao time brasileiro.

De lá também veio uma polêmica: o patrocínio do estádio

Diego Salgado/UOL Esporte
O Palmeiras tentou, mas não conseguiu fazer com que a marca de seu estádio aparecesse na partida da Libertadores contra o Rosario. A Conmebol cumpriu o regulamento da competição e cobriu parcialmente as marcas de patrocínio nos setores localizados na parte inferior do estádio. Isso porque a entidade continental impede que imagens com o patrocínio apareçam nas transmissões de televisão.

A paciência não durou após a jogada ensaiada

As jogadas ensaiadas não foram o ponto forte do Palmeiras contra o Rosario, mas foram o ponto forte das cornetadas dos internautas, principalmente no primeiro tempo, quando Robinho cobrou falta e a bola ficou com Zé Roberto na ponta esquerda...Deu tudo errado e a bola saiu pela lateral.

O gol também saiu na pressão...de Cristaldo

AP Photo/Andre Penner
Cristaldo, que foi novidade na escalação de Marcelo Oliveira, abriu o placar. Aos 25 minutos do primeiro tempo, quando o Palmeiras sofria com a chuva, já tinha perdido muitos gols e até acertado bola na trave, Cristaldo não desistiu da jogada. Passou por todo mundo, carregou a bola em meio às poças e fez 1 a 0. Parecia que seria uma vitória tranquila.

Mas depois do intervalo... o Palmeiras "não voltou"

REUTERS/Paulo Whitaker
Robinho e Prass foram sinceros: "Foi um jogo nervoso pelo resultado e pela situação do segundo tempo que foi um sufoco desgraçado", comentou o goleiro.  "Procuramos o resultado, vínhamos de resultados ruins. O Marcelo pediu pra sair, mas naquele momento é sufoco e seguramos mesmo, o importante é que a vitória veio", disse o jogador ao responder sobre o recuo da equipe no segundo tempo.

E teve chutão, chutão, chutão..."O Marcelo pediu para que se não desse para sair jogando, era para tentar a ligação direta. O problema foi que o campo ficou bom e a gente continuou com esse pensamento", analisou Lucas.

O Rosario pressionou, Robinho fez pênalti e Prass virou herói

AFP PHOTO / Nelson ALMEIDA
No segundo tempo, a pressão do Rosario quase se traduziu em gol aos 14 minutos. Lucas tomou um drible, Robinho chegou querendo resolver tudo e fez o pênalti em cima de Franco Cervi. Ruben bateu pênalti e foi aí que Prass apareceu. O goleiro defendeu a cobrança, garantindo o resultado. O sufoco continuou, é verdade. Allione, no entanto sacramentou a vitória

 

M. Oliveira diz que não teve pressão e nem orientou recuo

 

Questionado após o jogo sobre o grande recuo da equipe no segundo tempo de jogo, Marcelo Oliveira avisou que não teve nada disso. E nem pressão. "Foram tempos bem distintos com um time regular no primeiro tempo. E no segundo tempo tivemos ajustes na marcação, mas não havia orientação para ficar para trás", ressaltou o treinador.  

Opiniões: "Só Prass sabe como Palmeiras venceu"

Para os blogueiros do UOL Esporte, o Palmeiras só jogou um tempo. O segundo não foi de Palmeiras, foi de Prass e Juca Kfouri ressalta: "só o goleiro sabe como o Palmeiras venceu". Paulo Vinícius Coelho ainda ressaltou: "Ganhou, mas o segundo tempo não foi digno de Palmeiras". 

Vitor Birner também exaltou Fernando Prass: "Quem não tem Prass, toma; três pontos na conta do goleiro". 

Menon ainda aponta as únicas semelhanças do Palmeiras no primeiro e no segundo tempo: foi um gol em cada tempo e de argentinos. Mas só.
 

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