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Copa 2018


Argentina goleou Brasil em técnicos na Copa, mas só Tite segue "vivo"

REUTERS/Carlos Garcia Rawlins
Tite, técnico da seleção brasileira, durante jogo contra o México Imagem: REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

Gustavo Setti

Colaboração para o UOL, em São Paulo

2018-07-04T12:01:12

04/07/2018 12h01

A Argentina goleou o Brasil em número de técnicos na Copa do Mundo da Rússia. Foram cinco treinadores argentinos à frente de seleções no Mundial, a maioria em equipes sem grandes ambições. Mas, com o fim das oitavas de final, todos já estão eliminados e assistirão de casa o único brasileiro que participou da competição: justamente Tite, no comando da seleção verde-amarela.

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No grupo A, Egito e Arábia Saudita foram comandadas por técnicos nascidos na Argentina, mas viram Uruguai e Rússia avançar. Na seleção egípcia, Héctor Cúper sofreu com a lesão no ombro de seu principal jogador, Mohamed Salah (desfalque na estreia), e deixou a Rússia com três derrotas em três jogos e apenas dois gols marcados, ambos feitos pelo camisa 10.

Já Juan Antonio Pizzi só conquistou sua primeira e única vitória com os sauditas no torneio justamente contra o Egito na última rodada do grupo, quando as duas equipes não tinham mais chance de classificação. Antes, a Arábia Saudita fez feio na estreia, quando foi goleada por 5 a 0 contra a Rússia, e depois levou 1 a 0 contra o Uruguai. Assim como o Egito, foram dois gols feitos, que garantiram o triunfo na despedida.

Outro a cair na fase de grupos foi Ricardo Gareca. O Peru deixou a Rússia mesmo tendo mostrado bom futebol, mas somou duas derrotas nos dois primeiros jogos (contra Dinamarca e França) e também foi eliminado ainda antes da terceira rodada. O ex-técnico do Palmeiras já conseguiu o feito de classificar a seleção peruana pela 1ª vez a uma Copa desde 1982, e a vitória na última partida (2 a 0 contra a Austrália) serviu para presentear a torcida do país, que não vencia um duelo em Mundiais havia 40 anos.

JOHN SIBLEY/REUTERS
Sampaoli foi eliminado com a Argentina Imagem: JOHN SIBLEY/REUTERS

Os outros dois técnicos argentinos na Rússia, Jorge Sampaoli e José Pékerman, estiveram à frente de equipes melhores, o que fez a expectativa ser maior. Na Argentina, o sofrimento de Sampaoli já começou com a classificação apenas na última rodada das eliminatórias, e o mau desempenho foi mantido por Messi e cia. no Mundial.

A seleção argentina só conseguiu a vaga no mata-mata após vitória por 2 a 1 contra a Nigéria, na última rodada do Grupo D, com direito a gol nos minutos finais. Já nas oitavas, a bicampeã do mundo encarou a França em um dos melhores jogos do torneio até aqui. Depois de sair atrás do placar, a Argentina virou, sofreu nova virada, viu os franceses abrirem 4 a 2 e até descontou nos minutos finais, mas acabou mesmo eliminada.

Por fim, Pékerman foi o último argentino a ser eliminado na Copa de 2018. A expectativa era que a Colômbia ao menos repetisse o mesmo desempenho de quatro anos atrás, quando caiu nas quartas de final contra o Brasil. Os colombianos começaram a trajetória na Rússia com derrota contra o Japão, mas se recuperaram nos dois jogos seguintes.

Nas oitavas, o adversário era a Inglaterra, e a equipe de Pékerman levou a disputa para a prorrogação graças a um gol de Mina nos acréscimos do segundo tempo. Com a igualdade mantida no tempo extra, a disputa foi para os pênaltis, e os ingleses ficaram com a vitória. Choro e adeus dos colombianos.

Já Tite, único brasileiro à frente de uma seleção na Copa da Rússia, classificou o Brasil na liderança do Grupo E (mesmo depois de estrear com empate contra a Suíça), eliminou o México na sequência e agora tentará seguir vivo no torneio na próxima sexta-feira, quando encara a Bélgica pelas quartas de final, às 15h (de Brasília), na Arena Kazan.

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