Carille explica "sumiço" em coletiva e diz que falará menos; Andrés dá aval

Leandro Miranda

Do UOL, em São Paulo

  • Daniel Vorley/AGIF

    Carille não concedeu entrevista coletiva após a classificação do Corinthians

    Carille não concedeu entrevista coletiva após a classificação do Corinthians

O técnico Fábio Carille explicou na manhã desta quinta-feira os motivos que o levaram a não conceder entrevista coletiva após a classificação do Corinthians diante do São Paulo na noite da última quarta-feira. Segundo o treinador alvinegro, a ideia é falar cada vez menos para evitar desgaste. O presidente Andrés Sanchez também falou sobre o tema e concordou com o comandante do time.

"Eu estou querendo diminuir minhas coletivas desde ao no passado, eu acho que falo muito, quatro coletivas por semana. Estou querendo trazer para duas, é claro que nos momentos ruins eu tenho que ir e falar sim, mas no caso de ontem decidimos pelo Rodriguinho que fez o gol. Eu acho muito em sete dias você falar quatro vezes, é minha opinião. La fora os técnicos falam uma vez por semana. Acaba sendo desgastante, repetitivo demais. É um desgaste desnecessário. Já era uma ideia minha do ano passado e o Andrés também tem essa ideia. Estamos vendo como encaixar para que eu fale menos mesmo", disse Carille em entrevista na Federação Paulista de Futebol.

Para Andrés Sanchez, o melhor caminho a ser tomado daqui em diante é colocar um jogador para falar depois dos jogos do Corinthians. Após a vitória sobre o São Paulo, o meia Rodriguinho, autor do gol no tempo normal, concedeu entrevista. Normalmente, Carille fala nas vésperas dos jogos e também logo após as partidas.

"Treinador falar quatro dias por semana é muita coisa, não vai ter assunto. Todo jogo ele tem que ir e falar. Tem que botar o jogador que é o melhor em campo, que fez o gol, que errou. Não foi nada combinado, mas nós achamos isso e vamos fazer um rodízio", afirmou Andrés.

Na última terça-feira, em entrevista coletiva concedida no CT Joaquim Grava, Andrés admitiu que se assustou com toda a repercussão criada após as críticas feitas ao treinador são-paulino Diego Aguirre - o o uruguaio foi cobrado por não cumprimentá-lo antes do primeiro jogo da semifinal, no Morumbi.

"Me assustei, eu ainda não tenho noção das coisas que falo, o que pode crescer. É algo que tenho que aprender bastante", ressaltou Carille.

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