Pupilo de Abel, técnico do Fluminense foi promovido na chegada de Marcelo

Leo Burlá

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • Lucas Merçon/Fluminense

    Fábio Moreno (à esquerda) conversa com Marcelo Oliveira durante treino no Flu

    Fábio Moreno (à esquerda) conversa com Marcelo Oliveira durante treino no Flu

Do dia para noite, a vida de Fábio Moreno deu um giro de 180 graus. Auxiliar técnico da comissão permanente do Fluminense, o profissional assume o time com o desafio de manter o Tricolor na Série A do Campeonato Brasileiro.

Com a demissão de Marcelo Oliveira, caberá a este "pupilo" de Abel Braga manter o clube na elite. No papel de observador técnico, o profissional chegou ao Tricolor em 2012 para integrar a comissão campeã brasileira daquele ano.

Fábio é filho do ex-jogador Robertinho Moreno, que trabalhava com Abel no Flu. Depois que o treinador saiu de clube, esteve ao lado do comandante no Internacional. Em 2016, fez parte do estafe que ajudou o Brasil a ganhar o ouro olímpico no Rio de Janeiro.

Mas o Fluminense ainda voltaria a aparecer no caminho de Moreno, que voltou para as Laranjeiras pelas mãos de Abel. Em janeiro de 2017, reassumiu o antigo posto. Depois, foi promovido ao cargo de auxiliar de após o pedido de demissão do treinador. Sua ascensão coincide justamente com a chegada de Marcelo Oliveira para a direção.

O jogo de domingo, contra o América-MG, às 17h, no Maracanã, será o primeiro com Fábio no comando de uma equipe profissional. Apesar da febre por novos nomes na direção dos clubes, o mais provável é que o Flu busque um profissional para o próximo ano. Um empate é o suficiente para a torcida respirar aliviada.

A saída de Marcelo ganhou corpo após a derrota para o Atlético-PR e a consequente eliminação da Copa Sul-Americana. Com dificuldades para mobilizar o time e diante de muitos jogadores insatisfeitos, o técnico sucumbiu ao clima pesado que ronda o clube. Pressionado por conselheiros e aliados, o presidente Pedro Abad decidiu pela interrupção do trabalho.

O trabalho teve um bom início, mas degringolou no último mês, quando o time enfileirou uma sequência de oito jogos sem vitórias e gols. A piora na performance coincide também com a explosão da crise de salários atrasados.

"Os dirigentes acompanham diariamente o trabalho, as palestras e estão avaliando. Técnico no Brasil necessita muito de resultado, mas nem sempre os resultados dependem só do técnico", disse Marcelo, em seu último pronunciamento como técnico do Fluminense.

Quando o Flu navegava em águas calmas no Brasileiro, a diretoria de futebol via com bons olhos a permanência do técnico, mas não houve conversas mais conclusivas sobre o futuro, embora o diretor Paulo Angioni tenha falado publicamente ser a favor da continuidade. Os resultados recentes, no entanto, fizeram o Flu apontar para um novo caminho.

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