O presidente da Federação Brasiliense de Futebol, Fábio Simão, foi afastado do comando das obras da Copa do Mundo de 2014 devido ao envolvimento no escândalo do suposto "mensalinho" pago pelo governo do Distrito Federal a parlamentares da base.
Chefe de gabinete do governador José Roberto Arruda, Simão já havia sido afastado do cargo na sexta-feira, mas a medida ainda não foi publicada, porque segunda-feira foi feriado local. "O afastamento alcança todas as suas atividades administrativas", esclareceu o corregedor do Distrito Federal, Roberto Giffoni, à Folha e S. Paulo.
Fábio Simão era o chefe do escritório da preparação de Brasília para o Mundial, e o responsável pelas obras do estádio Mane Garrincha para receber a Copa na capital federal. A reforma está orçada em aproximadamente R$ 700 milhões.
Antes de trabalhar no gabinete do governador Arruda, Simão era assessor do secretário da Casa Civil, José Geraldo Maciel, que, segundo as investigações da Polícia Federal, era o responsável pela distribuição das propinas. Simão teria recebido cotas de até R$ 60 mil, segundo o ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa.
Amigo do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, Fábio Simão chegou a viajar como convidado para acompanhar a reunião da Fifa nas Bahamas, quando foram escolhidas as sedes da Copa do Mundo no Brasil, em maio deste ano.
O blogueiro
José Cruz já havia adiantado o afastamento de Simão no sábado, e inclusive revelou que, em entrevista antes da viagem às Bahamas, ele mostrou estar por dentro dos bastidores do Mundial de 2014 e até acertou todos os palpites que fez sobre a escolha das sedes.
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