Polícia Civil concluiu que a invasão do gramado e a confusão promovida pela torcida foram planejadas
O Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), da Polícia Civil do Paraná, encerrou o inquérito sobre o quebra-quebra ocorrido no Estádio Couto Pereira, no último dia 6. O resultado das investigações, que resultaram nas prisões de 17 pessoas, será entregue nesta quarta-feira à Justiça.
Segundo informou a Secretaria de Segurança Pública (Sesp-PR), a investigação concluiu que a invasão do gramado e a pancadaria promovida pelos torcedores foi planejada por integrantes da torcida Império Alviverde e também por torcedores não-filiados à organizada. Esta articulação ocorreu dez dias antes do jogo com o Fluminense, no retorno de uma viagem a Belo Horizonte.
A polícia irá pedir a prorrogação da prisão preventiva dos detidos. O prazo estabelecido para os dois primeiros presos é de 30 dias e para os últimos 15, de cinco dias. De acordo com a delegada responsável pela finalização do inquérito, Vanessa Alice, os pedidos de prorrogação ocorrerão de acordo com a gravidade da violência empregada no dia da partida.
As pessoas que comprovadamente faziam parte de uma organização criminosa e as acusadas de formação de quadrilha, tentativa de homicídio e porte de arma permanecerão presas, informou a Sesp-PR. "Só não ficarão detidos os que não aparecem nos vídeos e fotos cometendo agressões”, explicou a delegada.
O inquérito irá mostrar, entre outras coisas, fotografias encontradas em computadores de torcedores, que comprovariam a hipótese de que eles fazem parte de uma quadrilha
O encerramento do inquérito não põe fim às investigações. A polícia segue trabalhando na identificação de outros envolvidos e poderão ocorrer novas prisões, informa a Sesp. Até agora foram ouvidas mais de 60 pessoas e 40 delas foram interrogadas como suspeitas.
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