Ida de Adriano ao Corinthians também esbarra na falta de interessados em bancar o projeto
Adriano avisou que pretende seguir na Roma, mas o discurso é visto pela diretoria do Corinthians como mera tentativa de suavizar a pressão gerada após o intenso assédio de clubes nacionais. A vinda do Imperador para o Parque São Jorge também esbarra na falta de interessados em bancar o projeto alvinegro.
Para contratar Ronaldo, o Corinthians elaborou plano inédito no futebol nacional. Buscou empresas para pagar a maior parte do salário (R$ 1,5 milhão, clube paga cerca de R$ 400 mil). Em troca, os patrocinadores ganharam espaço no uniforme do clube para estampar suas logomarcas.
A mesma estratégia não pode ser aplicada a Adriano. O clube não vê perspectiva de encontrar parceiros interessados em veicular suas respectivas marcas ao atacante, notabilizado por diversos problemas extracampo.
Um dos responsáveis pelo acerto de Ronaldo com o Corinthians, o diretor de marketing do clube, Luís Paulo Rosenberg, evita expor a dificuldade de arrumar patrocinadores para a Roma. O diretor diz apenas torcer para que o Corinthians recupere o moral do jogador, que atravessa má fase na Roma.
“Eu vou ficar muito feliz se o Corinthians puder trazer o Adriano. Que o clube possa ser instrumento de recuperação da racionalidade, do comportamento do jogador”, disse Rosenberg à rádio Globo.
Irritado com os questionamentos sobre a intenção do Corinthians de contar com Adriano para 2011, o presidente do clube, Andres Sanchez, reitera que o contato foi conduzido apenas por Ronaldo e ironiza a possibilidade de uma nova ação de marketing, semelhante à utilizada com o camisa 9.
“Como eu vou mexer com o marketing se não cabe mais nenhum anúncio na nossa camisa. Não tem mais espaço para propaganda. Só se colocar anúncio na chuteira”, esbravejou Andres.
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