Com um gol de Lúcio Flávio, cobrando pênalti, cuja marcação foi contestada pelo time visitante, o Botafogo venceu o Cruzeiro, por 1 a 0, na noite desta quarta-feira, no Estádio Engenhão, no Rio, obtendo assim a sua sétima vitória consecutiva, a sexta pelo Campeonato Brasileiro. Apesar da derrota o clube celeste se manteve na vice-liderança, beneficiado pela derrota do Palmeiras para o Internacional, por 4 a 1, mas pode ver o líder Grêmio abrir 8 pontos de frente, caso o tricolor gaúcho vença o Flamengo, nesta 5ª feira.
O Cruzeiro atuou metade do segundo tempo com um jogador a menos, já que o meia Camilo recebeu cartão vermelho por entrada dura no atacante Wellington Paulista, e também sem o seu técnico, Adilson Batista. Ele foi expulso, aos 20 minutos, pelo árbitro Giulliano Bozzano, por reclamação.
Vice-líder do Brasileiro, o Cruzeiro, que enfrenta o Santos, no próximo domingo, na Vila Belmiro, precisava dos três pontos, para não correr risco de ver o Grêmio deslanchar. Em campo, no entanto, a equipe mineira teve uma postura mais defensiva, na maior parte do tempo. O Botafogoestá invicto há nove jogos, oito pelo Nacional e um pela Sul-Americana, com sete vitórias e dois empates. Com cinco desfalques em relação ao time que derrotou o Vitória, sábado passado, por 2 a 1, no Mineirão, o Cruzeiro entrou em campo diante do Botafogo com uma forma diferente de jogar. Apesar de não ser adepto ao sistema, o técnico Adilson Batista utilizou o 3-5-2 e escalou o meia Gérson Magrão, como parceiro, pelo menos na teoria, de Guilherme. Na prática, no entanto, como admitiu Gérson Magrão, no intervalo da partida, Guilherme atuou "isolado" no ataque. E o Cruzeiro procurou exercer uma forte marcação sobre o time botafoguense, buscando os contra-ataques. "Não é fácil jogar sem seis peças e ainda com jogadores sem suas melhores condições", justificou Adilson Batista, que incluiu o volante Ramires, na seleção olímpica brasileira, como desfalque. "O Cruzeiro congestionou muito o meio-campo. Colocando muitos jogadores no setor", avaliou Ney Franco, técnico do time carioca. No primeiro tempo, a estratégia celeste foi bem-sucedida. O Botafogo teve maior posse de bola, mas foi o clube visitante quem teve as melhores chances de gols nos 45 minutos iniciais. Na principal oportunidade, aos 21 minutos, Guilherme, de cabeça, mandou a bola na trave. O Botafogo começou a partida atacando e tentando pressionar o adversário. Tanto que aos 35 segundos já tinha um escanteio para cobrar. Mas, o goleiro Fábio teve pouco trabalho, já que o time visitante conseguiu montar um forte bloqueio em sua defesa. Como o Botafogo muitas vezes embolava as jogadas pelo meio, sem conseguir utilizar os lados do campo, a solução acabou sendo, na maior parte do primeiro tempo, os chutes de longe, que não foram muito efetivos. "No momento em que conseguimos utilizar os lados do campo, criamos algumas chances. Temos de forçar mais essas jogadas", disse Ney Franco. Os dois times voltaram para o segundo tempo com as mesmas formações. E o Botafogo voltou pressionando, tentando sufocar o adversário. Como Ney Franco havia pedido, o seu time tentou jogar mais pelas beiradas do campo. Foi assim, que, aos 3 minutos, os donos da casa criaram boa chance. A bola foi alçada na área celeste, pela direita, e Wellington Paulista dividiu com o goleiro Fábio. A bola ia entrando, mas a zaga conseguiu evitar o gol. No segundo tempo, o domínio foi total do Botafogo que acabou tendo a sua tarefa facilitada pela expulsão de Camilo, aos 23 minutos, pouco depois de perder também o treinador Adilson Batista, que foi colocado para fora do banco pela arbitragem. A essa altura, o time celeste tinha dificuldades para resistir aos ataques do Botafogo e pouco ameaçava o gol defendido por Renan. Aos 33min, o Botafogo chegou ao seu gol. Em um lance muito reclamado pelo Cruzeiro, que coincidentemente oficializou nesta quarta-feira, na CBF, protesto contra erros de arbitragens, Giuliano Bozzano marcou pênalti de Thiago Heleno sobre Wellington Paulista. Lúcio Flábio bateu, no minuto seguinte, e converteu, garantindo a vitória ao alvinegro carioca. Botafogo Renan, Thiaguinho, Édson, André Luis e Triguinho; Diguinho (Gil), Túlio, Lucio Flavio e Carlos Alberto; Jorge Henrique e Wellington Paulista Técnico Ney Franco Cruzeiro Fábio; Léo Fortunato, Thiago Heleno e Thiago Martinelli; Elicarlos, Henrique, Marquinhos Paraná, Camilo e Jadílson (Carlinhos); Gerson Magrão (Weldon) e Guilherme (Jajá) Técnico: Adilson Batista Data: 20/08/2008 (quarta-feira) Local: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ) Árbitro: Giulliano Bozzano (Fifa-DF) Auxiliares: Ângelo Rudimar Bechi (SC) e Roberval Lodetti (SC) Cartões amarelos: Thiago Heleno, Guilherme, Marquinhos Paraná, Jadílson, Camilo, Fábio (Cruzeiro); Jorge Henrique, Diguinho, André Luís (Botafogo) Cartões vermelhos: Adilson Batista, Camilo (Cruzeiro) Gols: Lúcio Flávio, aos 34min do segundo tempo Texto atualizado às 23h57 UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s) |