Reconhecidamente um celeiro de grandes craques do futsal mundial, a seleção brasileira decidiu nesta atual edição da Copa do Mundo mudar a filosofia de atuar. Saiu o 'futsal show', que deu lugar ao 'futsal de resultados, se possível com show'.
E os dois principais destaques do futsal brasileiro - talvez como uma forma de corroborar a tese explicada no parágrafo anterior - disseram não pensar no prêmio de melhor do mundo que é dado após o final de cada Copa.
Último vencedor do prêmio (Mundial de 2004), o ala Falcão disse que a premiação é algo que virá naturalmente caso o Brasil consiga conquistar a taça da Copa do Mundo esse ano. Mas o craque brasileiro preferiu se isentar de favoritismo na disputa.
"Quando o título vem, naturalmente as coisas acontecem. O Brasil chegando algum brasileiro vai acabar levando, pois esse grupo é muito forte e de muita qualidade", disse o jogador.
"Qualquer um pode ganhar, inclusive o Falcão. Acho que os 14 que estão aqui têm chances iguais, mas durante a competição aquele que estiver jogando um pedacinho melhor pode levar".
Já o pivô Lenísio disse não pensar no assunto, principalmente pelo receio de que interfira negativamente na rotina da seleção brasileira.
"Eu sinceramente acho que qualquer objetivo especial nesse Mundial vai atrapalhar o grupo. Acho que a gente tem que pensar primeiro no coletivo. O meu pensamento é ser campeão do mundo, vou procurar ajudar a seleção da melhor maneira possível".