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Brasil conseguiu vencer mesmo após começar com 0-4 no tie-break |
O Brasil levou um susto, mas confirmou o favoritismo e conquistou neste domingo a sua segunda vitória na Liga Mundial masculina de vôlei. Jogando no ginásio Poliedro de Caracas, a equipe derrotou a Venezuela de virada, por 3 sets a 2, com parciais de 23-25, 25-21, 25-10, 20-25 e 15-13, em uma hora e 48 minutos.
No sábado, o Brasil já havia vencido a Venezuela por 3 a 1. Agora, a seleção se prepara para mais dois confrontos fora de casa, contra Portugal e Japão, nos próximos dois finais de semana. Depois, o Brasil recebe os três adversários em jogos em Brasília, São Paulo e Betim. O campeão do grupo irá disputar a fase final em Belgrado, na Sérvia e Montenegro.
O destaque do Brasil estava na reserva. O levantador Marcelinho entrou no lugar do capitão Ricardinho e deu novo ânimo para a equipe, sendo um dos grandes responsáveis pela virada. "Quem entrou deu conta do recado e isso é bom para toda a equipe", disse Marcelinho.
Apesar da vitória, o clima na seleção depois da partida não era de festa. "Foi um resultado bom, mas com uma atuação abaixo do esperado", reconheceu o técnico Bernardinho.
O jogoA seleção começou a partida deste domingo com duas alterações. Anderson entrou no lugar de André Nascimento e Henrique no de André Heller. Dante, que no jogo de sábado sofreu uma indisposição estomacal, atuou normalmente.
Mas as alterações não surtiram o efeito esperado. O Brasil começou o jogo de maneira desligada e logo permitiu que a Venezuela abrisse vantagem.
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Bloqueio brasileiro pára ataque rival |
O Brasil continuou errando bastante, o que obrigou o técnico Bernardinho a logo pedir tempo. A bronca também não deu resultado, e a Venezuela seguiu dominando a partida.
Com o levantador Rodman Valera variando bastante as jogadas, a defesa brasileira encontrou problemas. Melhor para os atacantes Harry e Diaz, que viraram seguidas bolas.
O Brasil só conseguiu reagir no set quando Bernardinho mexeu na equipe. O técnico colocou em quadra o levantador Marcelinho no lugar de Ricardinho e o oposto André Nascimento na vaga de Anderson.
Com um bloqueio de Dante e um ace de André Nascimento a seleção conseguiu empatar a partida (21-21). Mas a equipe não soube aproveitar o bom momento e, com um ataque para fora de André Nascimento e uma bola boa de Diaz, perdeu a parcial por 25 a 23.
No segundo set, o Brasil começou errando muitos saques. Dos cinco primeiros pontos venezuelanos, quatro foram marcados com o serviço para fora da seleção. No breve período que conseguiu um bom aproveitamento no fundamento, o Brasil pulou na frente do marcador.
Mas o saque brasileiro voltou a falhar e a vantagem sumiu. Com um toque na rede de Murilo, os donos da casa chegaram ao empate (14-14). Bernardinho colocou Marcelinho e André Nascimento em quadra, e novamente a produção da equipe subiu.
Com uma deixadinha de Rodrigão, em um lance que teve até uma fantástica defesa de Escadinha com o pé, a seleção voltou a ficar na frente (16-15). Depois, usou a experiência para controlar o restante da parcial, que foi fechada em 25 a 21, com um bloqueio de Dante.
A vitória animou a seleção brasileira, que começou o terceiro set com Marcelinho e André Nascimento na equipe. Um ataque de esquerda de André Nascimento colocou o time com três pontos de vantagem (4-1). A diferença subiu para oito (10-2) com um bloqueio de Murilo e dois ataques de André.
A Venezuela então morreu no set e o Brasil não encontrou a menor dificuldade para fechar em 25 a 10, com um bloqueio duplo de Henrique e Murilo.
No quarto set, o equilíbrio voltou a ser a tônica do jogo. Brasil e Venezuela se alternaram na liderança do placar até o final da parcial. Os donos da casa erraram menos e abriram três pontos de vantagem (17-20), com Carlos Luna explorando o bloqueio de Rodrigão. Um erro de saque de Murilo fechou a parcial em 25-20, levando a partida para o tie-break.
O quinto set começou de maneira complicada para o Brasil. Empolgada, a Venezuela abriu 4 a 0 de vantagem. A diferença subiu para cinco pontos (5-10), deixando a Venezuela perto da vitória.
Entretanto, o Brasil manteve a esperança, e empatou a partida (10-10) na boa passagem de Rodrigão no saque. Murilo, explorando bem o bloqueio, colocou o Brasil na frente (13-12). E um erro de Harry, craque da Venezuela, definiu o tie-break em 15-13 e o jogo em 3 a 2.
"Tivemos um pouco de sorte e experiência no tie-break. A sorte foi em algumas bolas que caíram em nosso favor e a experiência em conseguir virar o jogo", falou Bernardinho.
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