Topo

Como Santana superou busca por técnicos para ser o predileto do Atlético-MG

Rodrigo Santana driblou desconfiança e busca novos técnicos para se firmar no Galo - Bruno Cantini/Divulgação/Atlético-MG
Rodrigo Santana driblou desconfiança e busca novos técnicos para se firmar no Galo Imagem: Bruno Cantini/Divulgação/Atlético-MG

Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

10/08/2019 04h00

Rodrigo Santana completa, amanhã, quatro meses à frente do Atlético-MG. Hoje técnico efetivo do time, ele nem sempre gozou desta condição. Os primeiros 73 dias foram como interino e vendo o diretor de futebol, Rui Costa, à procura de um nome para o cargo. O trabalho, no entanto, agradou dirigente, que optou por efetivá-lo em 24 de junho passado.

Logo após a demissão de Levir Culpi, em abril passado, o Galo pensava em usar Rodrigo Santana de forma permanente no elenco profissional. No entanto, a ideia era que ele fosse membro da comissão técnica fixa. A princípio, a cúpula tentou ao menos três nomes distintos para o cargo. Tiago Nunes, do Athletico Paranaense, Rogério Ceni, do Fortaleza, e Juan Carlos Osorio foram procurados. As negociações, no entanto, não avançaram.

"As pessoas diziam que procuramos Fulano e que ele disse 'não'. Não, nunca houve um não, porque ninguém diz não para o Atlético. Fizemos uma procura de um perfil bem delineado que fizesse um trabalho novo para o clube, marcando a questão tática", contou Rui Costa, diretor de futebol, em entrevista ao UOL.

Neste período, avisado sobre a sua condição de interino a todo instante, Rodrigo Santana teve a oportunidade de se firmar no cargo. O desempenho em campo - 52,9% de aproveitamento em seus 17 primeiros jogos - e o trabalho diário na Cidade do Galo mudaram a sua imagem nos bastidores.

"O que fez que ele chegasse até aqui foi a lealdade e a sinceridade que construímos nossa relação. Sempre falei para ele: 'você é interino, estou buscando um treinador'. Nunca falei o contrário. O tempo passava, o Rodrigo ia mostrando o seu trabalho de forma serena e privada", contou o dirigente.

O plantel profissional entrou em recesso, em 13 de junho, sem a confirmação sobre quem seria o treinador efetivo. Neste período, a cúpula ainda cogitava alguns nomes para o cargo. No entanto, já pensava na possibilidade de efetivar o interino.

A decisão foi tomada após uma reunião com Rodrigo Santana ao fim do descanso. O técnico se encontrou com o diretor de futebol Rui Costa em uma sala na Cidade do Galo e acertou a situação na data da reapresentação do plantel. O contrato foi amarrado até o fim de 2019.

Hoje, o técnico é unanimidade nos bastidores da Cidade do Galo. Os principais membros da cúpula estão felizes com o trabalho e suas medidas adotadas nos últimos meses.

"Ele [Rodrigo Santana] fez uma coisa que me chamou muita atenção. Ele tem capacidade muito grande de leitura de jogo, ele tem uma leitura no intervalo que poucos têm. Ele supriu a falta de treino com o aspecto visual, contando com um grupo de trabalho muito bom também. Tem o Lucas [Gonçalves, auxiliar técnico], que é talentoso e já estava aqui. Há outros profissionais da base, trazendo a experiência do Eder [Aleixo] para o dia a dia", afirmou Rui Costa.

Neste início, Rodrigo Santana ajudou o Atlético a chegar ao quarto lugar do Campeonato Brasileiro 2019, com 24 pontos, oito a menos que líder Santos, e às quartas de final da Copa Sul-Americana.

Ficha técnica
Atlético-MG x Fluminense

Motivo: 14ª rodada do Campeonato Brasileiro
Local: Independência, em Belo Horizonte (MG)
Data: 10 de agosto de 2019 (sábado)
Horário: às 21h (de Brasília)
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (Fifa/GO)
Assistentes: Fabrício Vilarinho da Silva (Fifa/GO) e Bruno Raphael Pires (Fifa/GO)
VAR: Heber Roberto Lopes (SC)

Atlético-MG
Cleiton; Patric, Réver, Igor Rabello e Fábio Santos (Lucas Hernández); Ramón Martínez, Elias, Juan Cazares e Vina; Yimmi Chará e Ricardo Oliveira.
Técnico: Rodrigo Santana.

Fluminense
Muriel, Igor Julião, Nino, Digão e Caio Henrique; Allan, Daniel e Ganso; Marcos Paulo, Yony González e Pedro.
Técnico: Fernando Diniz.