UOL Esporte Futebol
 
24/11/2009 - 07h01

Polêmicas e medo da arbitragem movem nova decisão entre São Paulo e Goiás

Thales Calipo
Em São Paulo
São Paulo e Goiás não se consideram grandes rivais, até pela distância geográfica entre si e o histórico de cada um no futebol. Nos últimos anos, no entanto, os dois clubes têm se envolvido em polêmicas fora de campo e protagonizado jogos com caráter decisivo, como o que acontecerá neste domingo, às 17h, no estádio Serra Dourada. Uma combinação de resultados pode garantir o título do Campeonato Brasileiro aos paulistas pela quarta vez consecutiva, a sétima na sua história.

EM 2008, CASO MADONNA E GOL IMPEDIDO

  • No jogo que deu o título do Campeonato Brasileiro ao São Paulo em 2008, Borges marcou o único gol da vitória por 1 a 0 sobre o Goiás. Mas o time do Planalto Central reclama de impedimento.

    O dia que antecedeu o confronto também foi marcado por problemas de arbitragem. O árbitro Wagner Tardelli foi afastado pela CBF por conta de uma suspeita de tentativa de suborno levantada pelo presidente da Federação Paulista, Marco Polo del Nero. A suspeita envolvia ingressos para o show da cantora Madonna, no Morumbi. Mais


O episódio mais marcante aconteceu justamente no ano passado. Na última rodada, São Paulo e Goiás realizaram o jogo que poderia render o título ao clube paulista. Antes da partida, no entanto, uma denúncia sobre um suposto suborno que o clube tricolor teria feito ao árbitro levantou suspeitas e gerou uma grande polêmica. A FPF (Federação Paulista de Futebol) deflagrou o caso e jogou tensão na definição do título horas antes da rodada final.

Para complicar a situação, o São Paulo venceu por 1 a 0. O gol marcado por Borges, no entanto, poderia ter sido anulado, já que o atacante estava impedido. Essa, pelo menos, é a versão dos diretores do Goiás, que temem uma repetição do filme de 2008 na partida deste domingo.

"O Goiás sempre é vítima da arbitragem. A prova disso é o próprio gol do São Paulo contra nós no ano passado. Eles foram beneficiados naquela oportunidade, e espero que isso não aconteça de novo", disparou Edmo Pinheiro, vice-presidente de futebol do Goiás.

"Eu prefiro não comentar essa bobagem. O São Paulo tem confiança de que a arbitragem será boa, assim como foi nos dois principais jogos de domingo [Botafogo x São Paulo e Flamengo x Goiás]. Não terá nenhum problema", minimizou Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, vice-presidente de futebol do São Paulo.

As trocas de acusações entre São Paulo e Goiás, no entanto, começaram há alguns anos. Entre 2003 e 2007, os paulistas contrataram da equipe esmeraldina os zagueiros Fabão e André Dias, o lateral-esquerdo Jadílson, o meio-campistas Josué e Danilo, o atacante Grafite, além do técnico Cuca.

Na maioria desses casos, a direção do Goiás classificou que o São Paulo "atravessou" as suas negociações para renovar o vínculo com os atletas. O caso de André Dias, no entanto, foi emblemático para o time esmeraldino. Alegando atraso de salários, o zagueiro entrou na Justiça para pedir seu desligamento e, após isso, acertou com o clube do Morumbi, manobra esta que ainda é condenada pelos goianos.

"Infelizmente, o São Paulo, às vezes, causa alguma polêmica com o Goiás, e não o contrário", ironizou o vice-presidente do Goiás.

"Esse é um assunto morto, pois o São Paulo não arquiteta nada contra os outros. Quando temos interesse em algum jogador, procuramos os meios possíveis para contratá-lo, mas sem agir com desrespeito", rebateu o dirigente do São Paulo.

Apesar das divididas entre as duas direções, em um ponto Goiás e São Paulo concordam. Os dois clubes negaram que tenha ocorrido qualquer tipo de incentivo financeiro, por parte dos paulistas, para que o time esmeraldinho ganhasse do Flamengo na última rodada (o jogo em questão acabou 0 a 0 no Maracanã), acusação feita pelo zagueiro Ronaldo Angelim, da equipe carioca.

"Com a diretoria do Goiás, o São Paulo não tocou nesse assunto", disse o vice de futebol esmeraldino. "A nossa mala branca nós damos apenas para os nossos jogadores", completou o dirigente tricolor.

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