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UFC Rio

Tudo sobre a edição 134 do evento, dia 27/08, no Rio de Janeiro

Arte/UOL
25/08/2011 - 22h08

Ao som de gritos de guerra, 'Caveiras' do Bope têm noite de torcedores de MMA

Maurício Dehò
No Rio de Janeiro

O Bope (Batalhão de Operações Especiais) do Rio de Janeiro ficou conhecido dos brasileiros nas telas, com os filmes “Tropa de Elite”. Mas toda a seriedade e a disciplina da vida real que foram levadas ao cinema foram postas de lado nesta quinta-feira. Pela primeira vez, o batalhão abriu as portas para um evento de MMA e permitiu a boa parte de seus integrantes deixar por alguns momentos esta imagem, apesar do apoio incondicional à corporação, lembrado a todo momento.

A sede do Bope, nas Laranjeiras, Rio de Janeiro, recebeu edição do evento Shooto, de origem japonesa, tendo como detalhe a inclusão de dois integrantes da corporação entrando no ringue para lutar, entre os oito combates da programação. E foi a dupla de “Caveiras” que mais mexeu com os donos da casa, que viraram torcedores dignos de estádios de futebol e até perderam a compostura na presença das ring girls.

Cerca de mil pessoas compareceram ao inédito evento, aberto apenas a convidados e com destaque claro à presença dos integrantes do batalhão, devidamente fardados para apoiar seus lutadores. O ringue foi montado em um lugar em que normalmente serve de pátio para as viaturas, mas ao invés de pneus cantando, o que se ouviu foi o canto dos policiais.

Desde o início ficou clara a tentativa de passar a imagem de força do Bope. Após palavras de agradecimento, bombas assustaram os presentes, seguidos de gritos de guerra dos “caveiras”. “Enquanto houver um integrante do Bope em pé, nós lutaremos pela segurança dos brasileiros”, clamou um dos integrantes, ao microfone.

Os "gladiadores" do evento, no caminho ao ringue, passaram por dentro de um caveirão, com direito a gelo seco e show de luzes e músicas.

Na plateia, alguns membros armados cuidavam da segurança, enquanto os outros apenas vestiam farda, liberados para apoiar os lutadores da casa. Pressão nos rivais?

“Não tem nada disso, a luta é lá em cima, sem pressão”, afirmou Fabio de Almeida, um dos “caveiras-torcedores” . “No batalhão sempre tivemos muitos lutadores, todos tem de saber alguma luta, é algo sempre presente nos treinamentos e que é fundamental no nosso trabalho.”

Apesar da faixa “Lutando pela Paz” ao lado do ringue, os integrantes do Bope foram implacáveis com os rivais. Para enfrentar os dois lutadores da casa, foram escolhidos dois argentinos, recebidos por fortes coros de “Vai morrer”.

E ambos os duelos dos Caveiras acabaram rapidamente. Enquanto o Soldado Gonçalves finalizou o ‘hermano’ Guillermo Alejandro com um mata-leão, Cabo Félix não demorou a bater do mesmo modo Juan Pablo Cordoba, com um kata-gatame.

Nas duas situações, o fim foi igual. “Caveiras” vibrando como se fosse um gol no futebol. Alguns deles subiram nas cadeiras para comemorar, enquanto os lutadores foram carregados dentro do ringue, exibindo a famosa bandeira da corporação.

“Nunca tinha imaginado lutar aqui dentro, representando o batalhão e tendo esta torcida”, afirmou o soldado Gonçalves, que treinou para o desafio ao lado do campeão do UFC José Aldo. “Foram seis meses treinando pesado para esta luta, e deu para dar show em casa.”

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