Presidente do Palmeiras pagou do seu bolso as contratações de Mina e Guedes

Eduardo Ohata e José Edgar de Matos

Do UOL, em São Paulo

  • Cesar Greco/Ag Palmeiras

Apesar de sanadas as pendências financeiras, especialmente depois de encerradas as negociações sobre os aditivos no contrato com a patrocinadora Crefisa, Paulo Nobre ainda tem seus momentos de 'mecenas' do clube de Palestra Itália. Agora, o presidente alviverde utilizou o patrimônio pessoal para reforçar o elenco de Cuca.

Segundo apurou a reportagem do UOL Esporte com pessoas próximas ao presidente, Nobre pagou do próprio bolso pelas contratações do meia-atacante Roger Guedes e do zagueiro colombiano Yerry Mina; este último, convocado para a disputa da Copa América Centenário, ainda não estreou pelo time.

O negócio pode ser considerado de risco. Caso os jogadores se desvalorizem, Paulo Nobre sofreria com o prejuízo do negócio. Conforme apurado, o Palmeiras só teria benefícios.

O presidente será ressarcido pelo investido - ou seja, embolsará a mesma quantidade do gasto pelos jogadores; apenas em caso de desvalorização, Nobre 'morreria' com a diferença negativa nas mãos. O Palmeiras, em contrapartida, receberia apenas o lucro de uma transferência - ou seja, o 'a mais' do dinheiro investido pelo mandatário.

Contratado em abril deste ano, Róger Guedes, 19 anos, rapidamente ganhou espaço com o técnico Cuca. Titular na semifinal do Paulista contra o Santos, o meia-atacante manteve o posto neste início de Brasileiro – atuou como titular em quatro compromissos na Série A.

Mina, em contrapartida, é aguardado para reforçar o elenco depois da Copa América. O defensor colombiano chamou a atenção do Palmeiras em virtude da boa participação na Libertadores deste ano, quando defendeu o Independiente Santa Fé.

Os gastos pessoais de Nobre no Palmeiras geram duras críticas do Comitê de Orientação Fiscal do clube e até de conselheiros – que apontam a instituição como 'refém' do presidente. Não foi a primeira vez em que o dirigente usou o patrimônio pessoal no dia a dia alviverde.

Durante os três meses de rusga com a Crefisa, que vetou o pagamento das parcelas mensais do patrocínio em virtude da falta de aditivos no contrato, Paulo Nobre inflou o cofre palmeirense ao pagar as cotas com o dinheiro do próprio bolso - os empréstimos do dirigente alcançam a casa dos R$ 22 milhões somente em 2016. O mandatário será reembolsado até o final do ano.

Ao extrapolar a barreira da necessidade e investir nas contratações, Nobre se tornou alvo de críticas da oposição palmeirense. O conselheiro da oposição Roberto Frizzo se apega à irregularidade da equipe para criticar as ações do mandatário no mercado.

"É interessante o aporte financeiro quando em caso de necessidades urgentes, mas gasto no futebol é um mau gasto, porque os resultados não têm alcançado os objetivos até o momento", disse.

A assessoria do Palmeiras, procurada pela reportagem, diz que o clube não se pronunciará sobre o assunto.

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