Análise: Reforços dão a Levir Culpi a chance de reinventar o ataque do Flu

A chegada de reforços trouxe de volta o sentimento de otimismo de volta para as Laranjeiras. Nos últimos dez 10 dias, Henrique Dourado, Marquinho, Rojas, Wellington Silva e Danilinho desembarcaram no Rio de Janeiro para reforçar o elenco comandado por Levir Culpi. O técnico, que no início do mês chegou a colocar o cargo à disposição da diretoria, é o maior beneficiado, já que em breve vai poder reformular por completo o setor ofensivo do Tricolor.

A chegada de jogadores de ataque já era uma cobrança antiga nas Laranjeiras. Após 14 rodadas do Campeonato Brasileiro, o Fluminense tem o terceiro pior ataque da competição com apenas 13 gols a favor - Figueirense, com 12, e América-MG, com 9, são os times com rendimentos piores do que o Tricolor.

Contra o Cruzeiro, Levir Culpi testou duas formações durante a semana. Nas últimas rodadas, o Fluminense vem atuando no 4-2-3-1. A linha defensiva está bem consolidada. Sem nenhum problema de lesão ou suspensão, Wellington Silva, Gum, Henrique e William Matheus formam a defesa, sendo protegidos pelos volantes Douglas e Cícero.

Com a lesão de Gustavo Scarpa, que ainda ficará fora por no mínimo mais duas semanas, a linha de três meio-campistas tem sido formado por Osvaldo, Dudu e Maranhão. Magno Alves é o centroavante, atuando mais centralizado. Porém, Levir testou a mesma formação com Marcos Junior, Samuel e Richarlison entre os titulares na quinta e na sexta-feira, o que pode indicar mudanças diante do Cruzeiro no Estádio Giulite Coutinho neste domingo, pelo Brasileirão.

O outro esquema testado por Levir Culpi foi com três zagueiros: Renato Chaves, Gum e Henrique. Os laterais e os volantes foram mantidos, e o setor ofensivo, que marcou sobre pressão durante o coletivo, variava taticamente. O time alternou entre o 3-5-2, quando esperava o adversário avançar, e o 3-4-3, quando avançava a marcação e os três homens de frente fechavam a saída de bolas pelos zagueiros e laterais.

Se optar por manter o 4-2-3-1, Levir Culpi pode ter a considerada "dor de cabeça boa". Para atuar aberto pelas pontas, o treinador tem diversas opções. Quando estiver 100% recuperado, Gustavo Scarpa tem lugar garantido pelo lado esquerdo. Outro que chega com status de titular absoluto é o centroavante Henrique Dourado. O Magnata não vem convencendo.

Assim, resta uma vaga para o meia mais centralizado. Marquinho larga na frente por esse lugar, que será disputado com Marcos Junior e Dudu. Já pela direita, Wellington Silva, Danilinho, Maranhão e o próprio Marcos Junior disputarão a preferência do técnico do Fluminense.

Porém, mesmo com a chegada dos últimos reforços, a diretoria ainda não conseguiu trazer o típico "camisa 10", que era tratado como prioridade no Fluminense desde a saída repentina de Diego Souza em março. A diretoria fez ofertas por Óscar Romero, do Racing, mas esbarrou na alta pedida do clube argentino. Dátolo, do Atlético-MG, também entrou no radar do Flu, mas a questão física do meio-campista emperrou a negociação.

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