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Diego Brandão (e) vem de três nocautes no 1º assalto e pega na final Dennis Bermudez

Diego Brandão (e) vem de três nocautes no 1º assalto e pega na final Dennis Bermudez

03/12/2011 - 06h00

"Tyson brasileiro", lutador supera drogas e tenta título inédito no reality do UFC

Maurício Dehò
Em São Paulo

Com três nocautes fulminantes e a classificação fácil para a final do reality show do UFC, o “The Ultimate Fighter” (TUF), Diego Brandão rapidamente foi comparado ao seu ídolo dos ringues de boxe: Mike Tyson. A ferocidade apresentada nos combates de MMA é só um fator que o aproxima do ex-pugilista, já que o brasileiro também teve uma adolescência problemática. Neste sábado, Diego tenta enfim colocar uma pedra no passado e ser o primeiro competidor verde-amarelo a faturar o título do programa.

O cearense chegou como uma surpresa, mas surpreendeu até o chefão Dana White com seu estilo agressivo, conquistando três vitórias no primeiro round. Agora, faz a final do TUF contra Dennis Bermudez, pelo título dos penas e o contrato com o Ultimate. O combate principal em Las Vegas terá o duelo dos técnicos do reality, Jason Miller e Michael Bisping, a partir da meia-noite de sábado para domingo (o canal Combate transmite).

“Eu quero ser um Mike Tyson, um Wanderlei Silva. Quando entro no ringue eu penso nesses caras. Comigo não tem essa de estudar, vou para matar mesmo”, disse Diego Brandão, ao UOL Esporte, confirmando que as comparações com Tyson são exatamente o que ele espera receber. Foi vendo o pugilista, aos 14 anos, que ele passou a sonhar em ser um lutador.

Curiosamente, não é só o poder dos punhos que Diego e Tyson partilham, mas a história de vida sofrida antes da carreira de lutador. Nascido no Ceará, ele acompanhou o pai, mestre de obras, em uma mudança para Manaus, em 1999.

“Sempre trabalhei para ajudar. Eu metia a mão no concreto mesmo, carregava cimento. Acho que é por isso que tenho a mão pesada”, brinca ele. Mas tudo mudou com a morte do pai, aos 14 anos.

Diego era um garoto briguento. Baixinho - hoje tem 1,70 m - ele gostava de jogar futebol em Manaus, mas tudo acabava em brigas, enfrentando ao mesmo tempo até três marmanjos que queriam lhe “tirar o couro”. Sem o pai, no entanto, ele acabou influenciado por más companhias e se envolveu com drogas.

“Era vida louca, né? Não podia morrer de fome. Foi um coisa que entrou na minha cabeça quando meu pai morreu e passei dois anos nessa vida louca, andando com pessoas que não era para andar”, conta ele, que diz se emocionar sempre que fala do pai e lembra ter superado tudo isso em busca do sonho de se tornar lutador. “Eu pensei ‘vou sair dessa vida, não sou doido, não'. E procurei o esporte.”

A principal virada para o cearense foi com a ida aos Estados Unidos. Ele começou a carreira no MMA ainda em Manaus, e deixou o Brasil com um cartel de seis vitórias e três derrotas. Um amigo na capital amazonense abriu uma academia no Texas, e convidou Diego para ajudá-lo nos treinos.

Duelo de técnicos tem falastrões em busca de um desafio contra o campeão Anderson

  • Divulgação

    Técnicos da 14ª edição do TUF, o britânico Michael Bisping (que já venceu o reality) e Jason Miller fizeram uma temporada cheia de provocações e pegadinhas. Os dois lutadores não esconderam a inimizade, inclusive na pesagem desta sexta. Ambos são polêmicos: Bisping pelo linguajar afiado e Miller pelas atitudes extra-ringue, tendo inclusive sido detido por agredir a própria irmã. Outro detalhe em comum é que os pesos médios estão de olho em uma disputa de cinturão. Ambos falam em tom de desafio sobre Anderson Silva e, com uma vitória, esperam subir algumas posições na lista para enfrentar o campeão

Depois de um tempo com ele, partiu com apenas três dólares no bolso para uma academia mais famosa, de Greg Jackson, onde se estabeleceu até ter a chance no TUF.

“Entrei no MMA para mudar minha vida”

A final do TUF, neste sábado, é a segunda com uma presença brasileira, depois que Vinny Pezão foi derrotado na decisão da oitava temporada. Para Diego, é o momento de conquistar o que ele tanto queria com sua ida aos Estados Unidos.

“Estou muito feliz com esta oportunidade. Eu vim para mudar a vida da minha família, e vou provar que sou capaz de fazer o melhor para eles. Deus tem planos para todo mundo, rezei muito e estou aqui”, disse ele, que totaliza em sua carreira 13 vitórias e sete derrotas antes da série devastadora no The Ultimate Fighter.

Mesmo com as vitórias fulminantes, a confiança em alta e os elogios de Dana White, Diego mantém os pés no chão. “Esses elogios nem entram na minha cabeça. O Dana sempre elogia os brasileiros, e fico feliz. É só uma motivação para treinar forte. Vou ganhar este contrato e esperar a ligação dele para minhas próximas lutas”, completou o peso pena, que já planeja passar o Natal no Brasil com a família e montar um projeto para ajudar crianças que, como ele, podem usar o MMA para desviar do caminho das drogas e do crime.

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