Quarta-feira 06/04/2016 - 21:45

Gigante de Arroyito, Rosário

5ª rodada

3
Rosario Central Rosario Central
  • Alejandro Donatti
  • Franco Cervi
  • Marco Ruben
Pós-jogo
3
Palmeiras Palmeiras
  • Gabriel Jesus
  • Gabriel Jesus
  • Barrios

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Do UOL, em São Paulo

Muricy Ramalho colocou em campo diante do Corinthians a sexta escalação do São Paulo em seis jogos em 2015. Por um misto de opção tática, preservação de jogadores e oportunidade aos jovens, o treinador são-paulino não repetiu o time na temporada. Nesta quarta, uma equipe surpreendente, com algumas mudanças inéditas para o clássico, não deu certo: o time foi dominado e derrotado sem contestação em Itaquera.

Na estreia, defesa com Toloi e Edson Silva, Thiago Mendes no meio e Kardec e Luis Fabiano no ataque. Depois, Lucão ganhou lugar na defesa, Pato no ataque; Ganso voltou ao meio. No clássico com o Santos, chance para o garoto Ewandro. Contra o Bragantino, última partida, esquema com três zagueiros, estreia de Doria e Centurión, com o garoto Boschilia entre os titulares.

Diante do Corinthians, foram três mudanças inéditas: pela primeira vez no ano, Michel Bastos atuou na lateral esquerda; Doria, que só havia atuado com três zagueiros diante do Bragantino, jogou em uma formação com dois defensores. O meio com Denilson, Souza, Maicon e Ganso também apareceu pela primeira vez em 2015.

As surpresas vieram depois de uma semana repleta de mistérios: enquanto Tite revelou a escalação corintiana na terça, Muricy fechou os treinamentos, e deixou claro desde a semana passada que não revelaria a escalação. A estratégia não deu certo.

Um dos principais destaques do time na temporada, Michel Bastos não repetiu as boas atuações na lateral. Após o jogo, repetiu um discurso adotado já no começo do ano, de que rende mais no meio de campo. "Eu sei jogar, lógico, mas acho que hoje eu posso dar um pouco a mais em outra posição. Hoje o Muricy optou por isso para dar possibilidade a outro jogador, tentei dar meu máximo. A gente sempre quer jogar na nossa função", disse.

Dória também não foi bem, e vacilou em alguns lances. Na saída de campo, se irritou com perguntas sobre seu preparo físico. "Com certeza, estou preparado sim", disse, antes de deixar a zona mista.

O meio até trocou mais passes do que o Corinthians, mas, com dois centroavantes de pouca velocidade, Maicon e Ganso não encontraram espaço para enfiar as bolas. Cássio praticamente não trabalhou no Itaquerão.

Depois da partida, o próprio Muricy Ramalho reconheceu que as mudanças não surtiram efeito. "Quis liberar os dois laterais, os dois atacantes e o Ganso, mas não surtiu efeito. Não teve penetração, não teve jogada de fundo do campo. Para classificarmos na Libertadores, é muito pouco. Só com isso não tem condições".

O São Paulo volta a campo no sábado, diante do Audax, no Morumbi. Possivelmente, terá a sétima escalação da temporada. A missão, agora, é encontrar o time ideal antes de voltar a atuar pela Libertadores, diante do Danubio, na quarta-feira.
 

Como foi o jogo

  • Primeiro tempoO Palmeiras assustou o Rosario nos primeiros segundos. Gabriel Jesus recebeu livre, mas acabou desarmado pelo goleiro Sosa, O camisa 12, porém, não desperdiçou a segunda chance cara a cara. Depois de receber de Musto, o atacante tocou na saída do arqueir para abrir o placar. Aos 24, Alecsandro arriscou um voleio dentro da área e mandou nas mãos do goleiro. Três minutos depois, Lo Celso bateu falta na entrada da área e Prass espalmou para escanteio. Depois da cobrança e a bola desviada, Rubén quase conseguiu empurrar a bola para o gol com um carrinho. Aos 32, o Rosario empatou: Donatti cobrou falta com força e venceu o goleiro palmeirense após a bola desviar em Robinho. Pouco depois, Lo Celso invadiu a área, driblou Thiago Martins e obrigou Prass a espalmar. O Palmeiras, entretanto, voltou a ficar na frente, novamente com Gabriel Jesus, que desviou falta cobrada por Robinho. Aos 47, Herrera cabeceou à queima-roupa na pequena área, com defesa de Prass.
  • Segundo tempoLogo aos dois minutos, Gabriel Jesus acertou a trave do Rosario. No rebote, Jean bateu forte para a defesa de Sosa. No mesmo lance, Robinho pegou a sobra, driblou o marcador e errou o cruzamento. O time da casa chegou novamente ao empate com Cervi. No lance, o camisa 10 recebeu na área e bateu por cima de Prass. O gol deu força ao Rosario, que passou a pressionar o Palmeiras. Aos 21, o árbitro marcou pênalti de Vitor Hugo em Musto. Na cobrança, Marco Rubén marcou o terceiro gol argentino. Quatro minutos depois, Edu Dracena completou cruzamento de Egídio e acertou a trave. No lance seguinte, Aos 31, o Palmeira conseguiu empatar o jogo. Na jogada, Barrios empurrou para as redes de carrinho, depois de cruzamento de Egídio. Nos acréscimos, Donatti quase recolocou os argentinos na frente, mas acabou travado pela zaga. Fernandez ainda perdeu uma oportunidade na pequena área e viu Prass afastar a bola para escanteio.

Destaques

  • Novo esquema de CucaO treinador palmeirense mudou novamente o esquema tático do time alviverde, com a entrada de Dracena no lugar de Zé Roberto. Dessa forma, a equipe passou a atuar no 3-4-1-2.
  • Tabus mantidosCom o empate, o Palmeiras manteve o jejum de vitórias fora de casa na Libertadores -- agora são nove partidas. O Rosario, por sua vez, chegou ao 27º jogo sem derrotas no estádio Gigante de Arroyto.

Melhores

  • Gabriel Jesus, PalmeirasExtremamente decisivo, o camisa 12 marcou dois gols no primeiro tempo. O atacante ainda foi importante nos momentos em que o Palmeiras precisava ficar com a bola.

Piores

  • Robinho, PalmeirasO meia palmeirense não conseguiu aparecer no jogo, principalmente da etapa inicial. O jogador ainda desviou a bola no gol de falta de Rosario.

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