Quarta-feira 17/02/2016 - 21:45

Monumental de la UNSA, Arequipa

1ª rodada

1
Melgar Melgar
  • Omar Fernández
Pós-jogo
2
Atlético-MG Atlético-MG
  • Patric
  • Rafael Carioca

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Do UOL, em São Paulo

Muricy Ramalho colocou em campo diante do Corinthians a sexta escalação do São Paulo em seis jogos em 2015. Por um misto de opção tática, preservação de jogadores e oportunidade aos jovens, o treinador são-paulino não repetiu o time na temporada. Nesta quarta, uma equipe surpreendente, com algumas mudanças inéditas para o clássico, não deu certo: o time foi dominado e derrotado sem contestação em Itaquera.

Na estreia, defesa com Toloi e Edson Silva, Thiago Mendes no meio e Kardec e Luis Fabiano no ataque. Depois, Lucão ganhou lugar na defesa, Pato no ataque; Ganso voltou ao meio. No clássico com o Santos, chance para o garoto Ewandro. Contra o Bragantino, última partida, esquema com três zagueiros, estreia de Doria e Centurión, com o garoto Boschilia entre os titulares.

Diante do Corinthians, foram três mudanças inéditas: pela primeira vez no ano, Michel Bastos atuou na lateral esquerda; Doria, que só havia atuado com três zagueiros diante do Bragantino, jogou em uma formação com dois defensores. O meio com Denilson, Souza, Maicon e Ganso também apareceu pela primeira vez em 2015.

As surpresas vieram depois de uma semana repleta de mistérios: enquanto Tite revelou a escalação corintiana na terça, Muricy fechou os treinamentos, e deixou claro desde a semana passada que não revelaria a escalação. A estratégia não deu certo.

Um dos principais destaques do time na temporada, Michel Bastos não repetiu as boas atuações na lateral. Após o jogo, repetiu um discurso adotado já no começo do ano, de que rende mais no meio de campo. "Eu sei jogar, lógico, mas acho que hoje eu posso dar um pouco a mais em outra posição. Hoje o Muricy optou por isso para dar possibilidade a outro jogador, tentei dar meu máximo. A gente sempre quer jogar na nossa função", disse.

Dória também não foi bem, e vacilou em alguns lances. Na saída de campo, se irritou com perguntas sobre seu preparo físico. "Com certeza, estou preparado sim", disse, antes de deixar a zona mista.

O meio até trocou mais passes do que o Corinthians, mas, com dois centroavantes de pouca velocidade, Maicon e Ganso não encontraram espaço para enfiar as bolas. Cássio praticamente não trabalhou no Itaquerão.

Depois da partida, o próprio Muricy Ramalho reconheceu que as mudanças não surtiram efeito. "Quis liberar os dois laterais, os dois atacantes e o Ganso, mas não surtiu efeito. Não teve penetração, não teve jogada de fundo do campo. Para classificarmos na Libertadores, é muito pouco. Só com isso não tem condições".

O São Paulo volta a campo no sábado, diante do Audax, no Morumbi. Possivelmente, terá a sétima escalação da temporada. A missão, agora, é encontrar o time ideal antes de voltar a atuar pela Libertadores, diante do Danubio, na quarta-feira.
 

Fases do jogo

  • 1º TempoMesmo muito distante de Belo Horizonte e atuando na altitude de Arequipa (pouco mais de 2 mil metros) o Atlético se impôs em campo desde o começo da partida. O barulho feito pelos cerca de 40 mil torcedores presentes no Estádio Monumental Unsa não fez efeito. A equipe de Aguirre criou as melhores chances, sempre com Marcos Rocha, que deu bons passes para Hyuri e Patric, que não aproveitaram. Quem soube aproveitar foi o Melgar. Na primeira chegada com perigo, o time peruano marcou com Fernández, aos 13 minutos. Nada para abalar a postura do Atlético, que continuou tocando a bola e ditando ritmo do jogo. Patric perdeu ótima chance aos 19, mas o Atlético empatou no minuto seguinte, num belo chute de Rafael Carioca. E a virada veio com Patric, que havia perdido duas boas oportunidades. Mas aos 38 minutos o camisa 29 teve tranquilidade para tirar o goleiro e um zagueiro, depois de belo passe de Luan.
  • 2º TempoSe o primeiro tempo foi bastante movimentado, muito em função do resultado, já que o Atlético ficou em vantagem somente aos 38 minutos, a etapa final foi mais tranquila. A equipe mineira manteve o toque de bola, mas sem arriscar como antes. Mesmo assim foi responsável por criar as melhores chances, mas Patric chutou para fora, aos 10, e Lucas Pratto parou na trave, aos 14. Já que o Atlético não aproveitou as boas chances, o Melgar cresceu a partir da metade do segundo tempo. A melhor chance foi com Quina, em cobrança de falta, defendida por Victor, aos 28 minutos.

Destaques

  • RepetecoRafael Carioca marcou seu terceiro gol pelo Atlético, o segundo em jogos da Copa Libertadores. O belo gol de fora da área contra o Melgar lembrou o golaço que fez diante do Colo-Colo, em 2015. Aquele gol, aos 34 minutos do segundo tempo, valeu a vaga do Atlético nas oitavas de final da edição passada.
  • Reforço muscularRobinho não viajou para o Peru, mas não deixou de trabalhar. O atacante ficou na Cidade do Galo treinando, para ter condições de estrear em breve. A grande preocupação da comissão técnica é com a parte muscular de Robinho, que não joga desde dezembro. Segundo as avaliações feitas na semana passada, a parte física do jogador está próxima dos demais atletas do elenco alvinegro.
  • Já em Belo HorizonteQuinto reforço do Atlético para 2016, o volante Júnior Urso já está em Belo Horizonte. O jogador vai passar por exames e deve ser apresentado para à imprensa e torcida nos próximos dias. A data ainda não foi confirmada pelo clube.
  • Pela quarta vezVictor, Marcos Rocha, Leonardo Silva e Leandro Donizete são os únicos jogadores que estiveram em campo pelo Atlético nas quatro últimas Libertadores (2013 a 2016). Lucas Cândido e Luan fazem parte do elenco desde 2013, mas não atuaram em 2013 e 2014, respectivamente. O jovem volante fez parte do grupo campeão da América, há três anos, mas não foi usado por Cuca. Já Luan estava lesionado e nem sequer foi inscrito na edição de 2014.

Melhores

  • Marcos Rocha, Atlético-MGO lateral direito do Atlético teve grande atuação na estreia em sua quarta Libertadores. Deixou os companheiros em condição de marcar em quatro boas oportunidades. Marcos Rocha também foi bastante seguro na defesa, com muitos desarmes e teve tempo até para dar chapéu no adversário.
  • Rafael Carioca, Atlético-MGEnquanto teve força para suportar dentro de campo, o volante foi um ponto seguro do Atlético. Bons passes, sempre com muita qualidade na saída de jogo. Além de marcar um belo gol, num chute de longa distância.

Piores

  • Anderson Santamaría , MelgarO volante Anderson Santamaría não vai ter boas lembranças do primeiro duelo oficial do Melgar com uma equipe brasileira. O jogador ficou somente 45 minutos em campo, mas tempo suficiente para ser amarelado. Foi sacado no intervalo, já que não estava conseguindo marcar Luan e Patric.

Próximo Jogo - Atlético-MG

  1. Fluminense FLU
    Atlético-MG CAM

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