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Domingo 06/03/2016 - 18:30

Ronaldão, Poços de Caldas

6ª rodada

0
Caldense-MG Caldense-MG
Pós-jogo
1
Cruzeiro Cruzeiro
  • Alisson

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Do UOL, em São Paulo

Muricy Ramalho colocou em campo diante do Corinthians a sexta escalação do São Paulo em seis jogos em 2015. Por um misto de opção tática, preservação de jogadores e oportunidade aos jovens, o treinador são-paulino não repetiu o time na temporada. Nesta quarta, uma equipe surpreendente, com algumas mudanças inéditas para o clássico, não deu certo: o time foi dominado e derrotado sem contestação em Itaquera.

Na estreia, defesa com Toloi e Edson Silva, Thiago Mendes no meio e Kardec e Luis Fabiano no ataque. Depois, Lucão ganhou lugar na defesa, Pato no ataque; Ganso voltou ao meio. No clássico com o Santos, chance para o garoto Ewandro. Contra o Bragantino, última partida, esquema com três zagueiros, estreia de Doria e Centurión, com o garoto Boschilia entre os titulares.

Diante do Corinthians, foram três mudanças inéditas: pela primeira vez no ano, Michel Bastos atuou na lateral esquerda; Doria, que só havia atuado com três zagueiros diante do Bragantino, jogou em uma formação com dois defensores. O meio com Denilson, Souza, Maicon e Ganso também apareceu pela primeira vez em 2015.

As surpresas vieram depois de uma semana repleta de mistérios: enquanto Tite revelou a escalação corintiana na terça, Muricy fechou os treinamentos, e deixou claro desde a semana passada que não revelaria a escalação. A estratégia não deu certo.

Um dos principais destaques do time na temporada, Michel Bastos não repetiu as boas atuações na lateral. Após o jogo, repetiu um discurso adotado já no começo do ano, de que rende mais no meio de campo. "Eu sei jogar, lógico, mas acho que hoje eu posso dar um pouco a mais em outra posição. Hoje o Muricy optou por isso para dar possibilidade a outro jogador, tentei dar meu máximo. A gente sempre quer jogar na nossa função", disse.

Dória também não foi bem, e vacilou em alguns lances. Na saída de campo, se irritou com perguntas sobre seu preparo físico. "Com certeza, estou preparado sim", disse, antes de deixar a zona mista.

O meio até trocou mais passes do que o Corinthians, mas, com dois centroavantes de pouca velocidade, Maicon e Ganso não encontraram espaço para enfiar as bolas. Cássio praticamente não trabalhou no Itaquerão.

Depois da partida, o próprio Muricy Ramalho reconheceu que as mudanças não surtiram efeito. "Quis liberar os dois laterais, os dois atacantes e o Ganso, mas não surtiu efeito. Não teve penetração, não teve jogada de fundo do campo. Para classificarmos na Libertadores, é muito pouco. Só com isso não tem condições".

O São Paulo volta a campo no sábado, diante do Audax, no Morumbi. Possivelmente, terá a sétima escalação da temporada. A missão, agora, é encontrar o time ideal antes de voltar a atuar pela Libertadores, diante do Danubio, na quarta-feira.
 

Fases do jogo

  • Primeiro tempoO Cruzeiro encontrou dificuldades na chegada ao setor ofensivo. A transição da bola entre defesa e ataque não foi tão eficiente quanto se esperava. Ariel Cabral, Alisson e Giorgian De Arrascaeta foram muito bem marcados e tiveram ainda mais complicações devido à chuva que caiu em Poços de Caldas, deixando o gramado mais pesado. A posse de bola do visitante, porém, foi muito superior. O que salvou o time de Deivid no primeiro tempo foi a bola aérea (e o erro da arbitragem). Alisson aproveitou desvio de Bruno Rodrigo após escanteio cobrado por Arrascaeta e, em posição irregular, apenas empurrou para o fundo da rede.
  • Segundo tempoNa volta do intervalo, o Cruzeiro caiu de rendimento. A chuva dificultou ainda mais a troca de passes do time de Deivid. A Caldense, por sua vez, não tomou conhecimento e partiu para cima do visitante. O quarteto formado por Michel Elói, Tiago Azulão, Rafamar e Ewerton Maradona trabalhou muito bem a bola e criou boas oportunidades. O goleiro Fábio foi o responsável por salvar a equipe com boas defesas. Na base dos contragolpes, o Cruzeiro encontrou espaços com Willian. O atacante, por pouco, não deixou a sua marca. Alisson e Arrascaeta também fizeram uma partida consistente na etapa complementar. Mas não foi o suficiente para balançar a rede novamente.

Melhores

  • Fábio, CruzeiroO goleiro fez defesas fundamentais e garantiu o triunfo do Cruzeiro. No segundo tempo, o lance mais marcante foi uma intervenção após finalização de Rafamar na grande área.

Piores

  • Mayke, CruzeiroO lateral direito entrou na vaga de Fabiano durante o intervalo e não correspondeu às expectativas. A Caldense utilizou bastante o seu lado do campo para chegar ao ataque. Ele ainda teve dificuldades para ir à linha de fundo e realizar cruzamentos.

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