Sábado 09/04/2016 - 18:30

São Januário, Rio de Janeiro

6ª rodada

1
Vasco Vasco
  • Nenê
Pós-jogo
0
Madureira Madureira

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Do UOL, em São Paulo

Muricy Ramalho colocou em campo diante do Corinthians a sexta escalação do São Paulo em seis jogos em 2015. Por um misto de opção tática, preservação de jogadores e oportunidade aos jovens, o treinador são-paulino não repetiu o time na temporada. Nesta quarta, uma equipe surpreendente, com algumas mudanças inéditas para o clássico, não deu certo: o time foi dominado e derrotado sem contestação em Itaquera.

Na estreia, defesa com Toloi e Edson Silva, Thiago Mendes no meio e Kardec e Luis Fabiano no ataque. Depois, Lucão ganhou lugar na defesa, Pato no ataque; Ganso voltou ao meio. No clássico com o Santos, chance para o garoto Ewandro. Contra o Bragantino, última partida, esquema com três zagueiros, estreia de Doria e Centurión, com o garoto Boschilia entre os titulares.

Diante do Corinthians, foram três mudanças inéditas: pela primeira vez no ano, Michel Bastos atuou na lateral esquerda; Doria, que só havia atuado com três zagueiros diante do Bragantino, jogou em uma formação com dois defensores. O meio com Denilson, Souza, Maicon e Ganso também apareceu pela primeira vez em 2015.

As surpresas vieram depois de uma semana repleta de mistérios: enquanto Tite revelou a escalação corintiana na terça, Muricy fechou os treinamentos, e deixou claro desde a semana passada que não revelaria a escalação. A estratégia não deu certo.

Um dos principais destaques do time na temporada, Michel Bastos não repetiu as boas atuações na lateral. Após o jogo, repetiu um discurso adotado já no começo do ano, de que rende mais no meio de campo. "Eu sei jogar, lógico, mas acho que hoje eu posso dar um pouco a mais em outra posição. Hoje o Muricy optou por isso para dar possibilidade a outro jogador, tentei dar meu máximo. A gente sempre quer jogar na nossa função", disse.

Dória também não foi bem, e vacilou em alguns lances. Na saída de campo, se irritou com perguntas sobre seu preparo físico. "Com certeza, estou preparado sim", disse, antes de deixar a zona mista.

O meio até trocou mais passes do que o Corinthians, mas, com dois centroavantes de pouca velocidade, Maicon e Ganso não encontraram espaço para enfiar as bolas. Cássio praticamente não trabalhou no Itaquerão.

Depois da partida, o próprio Muricy Ramalho reconheceu que as mudanças não surtiram efeito. "Quis liberar os dois laterais, os dois atacantes e o Ganso, mas não surtiu efeito. Não teve penetração, não teve jogada de fundo do campo. Para classificarmos na Libertadores, é muito pouco. Só com isso não tem condições".

O São Paulo volta a campo no sábado, diante do Audax, no Morumbi. Possivelmente, terá a sétima escalação da temporada. A missão, agora, é encontrar o time ideal antes de voltar a atuar pela Libertadores, diante do Danubio, na quarta-feira.
 

Fases do jogo

  • Primeiro tempoNa lanterna da Taça Guanabara, o Madureira não se intimidou e foi para cima do Vasco no primeiro tempo. O Tricolor Suburbano em diversos momentos pressionou os anfitriões, mas acabou levando um gol ainda no início da etapa inicial após cruzamento da direita em que a bola desviou na zaga e sobre para Nenê que, de primeira, fez seu sétimo gol no Carioca. Os visitantes ainda tiveram a chance de empatar quando Marcelo Mattos deu um grande vacilo, recuou mal e deixou João Carlos na cara do gol. O atacante tentou driblar Martín Silva, sofreu pênalti, mas a arbitragem não deu.
  • Segundo tempo

Destaques

  • Mister MApós marcar seu gol, o meia Nenê correu em direção ao setor social de São Januário e comemorou com o torcedor folclórico "Mister M", que está presente em todos os jogos do Vasco caracterizado igual ao famoso ilusionista. No momento da celebração, o personagem chegou até mesmo a fazer uma mágica, aparecendo com sua cabeça no meio do terno.
  • Alô, juiz!No primeiro tempo, a arbitragem deixou de assinalar um pênalti claro de Martín Silva em cima do atacante João Carlos, do Madureira.

Melhores notas

  • Vasco
  • Madureira
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Repercussão

  • João Carlos, sobre pênalti não marcado"Na hora que eu dei o corte, ele (Martín) segurou a minha blusa. Foi pênalti"

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