Quarta-feira 17/02/2016 - 21:45

El Cobre, El Salvador

1ª rodada

0
Cobresal Cobresal
Pós-jogo
1
Corinthians Corinthians
  • Miguel Escalona

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Do UOL, em São Paulo

Muricy Ramalho colocou em campo diante do Corinthians a sexta escalação do São Paulo em seis jogos em 2015. Por um misto de opção tática, preservação de jogadores e oportunidade aos jovens, o treinador são-paulino não repetiu o time na temporada. Nesta quarta, uma equipe surpreendente, com algumas mudanças inéditas para o clássico, não deu certo: o time foi dominado e derrotado sem contestação em Itaquera.

Na estreia, defesa com Toloi e Edson Silva, Thiago Mendes no meio e Kardec e Luis Fabiano no ataque. Depois, Lucão ganhou lugar na defesa, Pato no ataque; Ganso voltou ao meio. No clássico com o Santos, chance para o garoto Ewandro. Contra o Bragantino, última partida, esquema com três zagueiros, estreia de Doria e Centurión, com o garoto Boschilia entre os titulares.

Diante do Corinthians, foram três mudanças inéditas: pela primeira vez no ano, Michel Bastos atuou na lateral esquerda; Doria, que só havia atuado com três zagueiros diante do Bragantino, jogou em uma formação com dois defensores. O meio com Denilson, Souza, Maicon e Ganso também apareceu pela primeira vez em 2015.

As surpresas vieram depois de uma semana repleta de mistérios: enquanto Tite revelou a escalação corintiana na terça, Muricy fechou os treinamentos, e deixou claro desde a semana passada que não revelaria a escalação. A estratégia não deu certo.

Um dos principais destaques do time na temporada, Michel Bastos não repetiu as boas atuações na lateral. Após o jogo, repetiu um discurso adotado já no começo do ano, de que rende mais no meio de campo. "Eu sei jogar, lógico, mas acho que hoje eu posso dar um pouco a mais em outra posição. Hoje o Muricy optou por isso para dar possibilidade a outro jogador, tentei dar meu máximo. A gente sempre quer jogar na nossa função", disse.

Dória também não foi bem, e vacilou em alguns lances. Na saída de campo, se irritou com perguntas sobre seu preparo físico. "Com certeza, estou preparado sim", disse, antes de deixar a zona mista.

O meio até trocou mais passes do que o Corinthians, mas, com dois centroavantes de pouca velocidade, Maicon e Ganso não encontraram espaço para enfiar as bolas. Cássio praticamente não trabalhou no Itaquerão.

Depois da partida, o próprio Muricy Ramalho reconheceu que as mudanças não surtiram efeito. "Quis liberar os dois laterais, os dois atacantes e o Ganso, mas não surtiu efeito. Não teve penetração, não teve jogada de fundo do campo. Para classificarmos na Libertadores, é muito pouco. Só com isso não tem condições".

O São Paulo volta a campo no sábado, diante do Audax, no Morumbi. Possivelmente, terá a sétima escalação da temporada. A missão, agora, é encontrar o time ideal antes de voltar a atuar pela Libertadores, diante do Danubio, na quarta-feira.
 

Fases do jogo

  • Primeiro tempoGramado duro, adversário aguerrido e organizado. A combinação dificultou a vida de um Corinthians pouco inspirado para se impor tecnicamente na estreia pela Libertadores. O Cobresal, principalmente porque com Benítez, buscou o ataque e deu trabalho, mas também não houve grandes ameaças para Cássio. Foi o goleiro adversário, Cuerdo, quem levou o único susto da etapa inicial. Já nos acréscimos, Lucca cobrou falta muito perigosa e a bola passou rente à trave. Foi pouco em um jogo pobre, apesar da festa realizada pelos torcedores chilenos.
  • Segundo tempoA etapa seguinte marcou a busca do Corinthians por um melhor desempenho. Ainda sem o brilho de 2015, mas com alguma atitude. Tite fez sua parte com três modificações a equipe foi ao ataque com Giovanni Augusto e André. Mas foi Lucca, quase sempre, o mais perigoso no Chile. Ele teve boa finalização, deu uma bola perigosa para Giovanni concluir e acabou premiado no fim. Pela direita, nos acréscimos, pegou a defesa chilena desarrumada e deu sorte no vacilo de Escalona, que pôs contra as próprias redes.

Para lembrar

  • Apagão no desertoA partida foi interrompida por 15 minutos no primeiro tempo em função de queda de energia
  • Força, BenítezEm disputa pelo alto, Benítez se desequilibrou ao cair e protagonizou uma cena chocante, provavelmente com fratura no braço esquerdo
  • Não mais invictaO Cobresal, ao lado do River Plate uruguaio, era a única equipe invicta na história da Libertadores. Eram seis jogos do time chileno no torneio sem saber o gosto da derrota.

Melhor e pior

  • Lucca O primeiro foi o corintiano mais lúcido na estreia pela Libertadores. Tentou tanto que acabou premiado graças ao vacilo de Escalona.
  • DaniloCapitão, o experiente corintiano teve atuação apagada e não encontrou seu espaço em campo. Saiu para entrada de André.

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