Sábado 02/04/2016 - 18:30

Morumbi, São Paulo

14ª rodada

2
São Paulo São Paulo
  • Hudson
  • Maicon
Pós-jogo
1
Oeste Oeste
  • Cristiano

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Do UOL, em São Paulo

Muricy Ramalho colocou em campo diante do Corinthians a sexta escalação do São Paulo em seis jogos em 2015. Por um misto de opção tática, preservação de jogadores e oportunidade aos jovens, o treinador são-paulino não repetiu o time na temporada. Nesta quarta, uma equipe surpreendente, com algumas mudanças inéditas para o clássico, não deu certo: o time foi dominado e derrotado sem contestação em Itaquera.

Na estreia, defesa com Toloi e Edson Silva, Thiago Mendes no meio e Kardec e Luis Fabiano no ataque. Depois, Lucão ganhou lugar na defesa, Pato no ataque; Ganso voltou ao meio. No clássico com o Santos, chance para o garoto Ewandro. Contra o Bragantino, última partida, esquema com três zagueiros, estreia de Doria e Centurión, com o garoto Boschilia entre os titulares.

Diante do Corinthians, foram três mudanças inéditas: pela primeira vez no ano, Michel Bastos atuou na lateral esquerda; Doria, que só havia atuado com três zagueiros diante do Bragantino, jogou em uma formação com dois defensores. O meio com Denilson, Souza, Maicon e Ganso também apareceu pela primeira vez em 2015.

As surpresas vieram depois de uma semana repleta de mistérios: enquanto Tite revelou a escalação corintiana na terça, Muricy fechou os treinamentos, e deixou claro desde a semana passada que não revelaria a escalação. A estratégia não deu certo.

Um dos principais destaques do time na temporada, Michel Bastos não repetiu as boas atuações na lateral. Após o jogo, repetiu um discurso adotado já no começo do ano, de que rende mais no meio de campo. "Eu sei jogar, lógico, mas acho que hoje eu posso dar um pouco a mais em outra posição. Hoje o Muricy optou por isso para dar possibilidade a outro jogador, tentei dar meu máximo. A gente sempre quer jogar na nossa função", disse.

Dória também não foi bem, e vacilou em alguns lances. Na saída de campo, se irritou com perguntas sobre seu preparo físico. "Com certeza, estou preparado sim", disse, antes de deixar a zona mista.

O meio até trocou mais passes do que o Corinthians, mas, com dois centroavantes de pouca velocidade, Maicon e Ganso não encontraram espaço para enfiar as bolas. Cássio praticamente não trabalhou no Itaquerão.

Depois da partida, o próprio Muricy Ramalho reconheceu que as mudanças não surtiram efeito. "Quis liberar os dois laterais, os dois atacantes e o Ganso, mas não surtiu efeito. Não teve penetração, não teve jogada de fundo do campo. Para classificarmos na Libertadores, é muito pouco. Só com isso não tem condições".

O São Paulo volta a campo no sábado, diante do Audax, no Morumbi. Possivelmente, terá a sétima escalação da temporada. A missão, agora, é encontrar o time ideal antes de voltar a atuar pela Libertadores, diante do Danubio, na quarta-feira.
 

Fases do jogo

  • Primeiro tempoO São Paulo dominou a posse de bola desde os minutos iniciais da partida, mas mostrou pouca objetividade. Faltaram movimentações eficientes e criatividade para superar o sistema ofensivo do Oeste, que optou por se fechar atrás. As chances um pouco mais perigosas apareciam em bolas cruzadas para a área, seja pelo alto ou pelo chão. A incapacidade de transformar o domínio em superioridade no placar acabou sendo punida. Aos 43 minutos, em uma das suas raras chegadas ao ataque, o Oeste abriu o placar. Fernandinho cruzou rasteiro para a área. A bola passou pela zaga do São Paulo e encontrou Cristiano, que empurrou para as redes e fez o time da casa ir para o intervalo sob vaias da torcida.
  • Segundo tempoO São Paulo continuou buscando bastante as laterais do campo para atacar. Não apresentou uma mudança tão grande assim em termos de eficiência ofensiva, mas foi desta maneira que chegou ao empate. Aos nove minutos, Bruno cruzou da direita, Hudson desviou e encobriu o goleiro. O gol fez o time crescer. Rodrigo Caio assustou o Oeste com um cabeceio após cobrança de escanteio. Teve ainda um passe para a área que Kelvin não conseguiu completar. Mas a melhor chance apareceu depois que Calleri recebeu passe açucarado de Ganso, entrou na área e foi derrubado por Leandro Santos. Maicon foi para a cobrança, mas viu o goleiro do Oeste defender. Quando o empate era certo, Maicon apareceu para se redimir do pênalti perdido e fazer o gol da vitória são-paulina.

Destaques

  • De volta para a casaFoi o primeiro jogo da temporada que o São Paulo fez no Morumbi, que estava fechado desde dezembro para reformas. As nove partidas como mandante que fez na temporada até então aconteceram no Pacaembu, onde o desempenho foi de seis vitórias e três empates.
  • Falta de pontariaO São Paulo despediçou mais um pênalti na temporada. Foi o quinto erro em seis cobranças que o time teve até agora em 2016. Além de Maicon, também perderam as chances Calleri, Ganso e Michel Bastos (duas vezes).

Melhores

  • Ganso, São PauloAs melhores chances do São Paulo no jogo saíram dos pés dele. O passe para Calleri que resultou no pênalti perdido por Maicon é um bom exemplo disso.

Piores

  • Mena, São PauloApareceu pouco no apoio, mostoru deficiências na hora de cobrir os espaços sem a bola e ainda falhou feio no lance que resultou no gol do Oeste.

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